quinta-feira, maio 28, 2009

Frases para a História (I)

Durante a prática de sexo oral:

"Lembra-te do velho ditado: parar é morrer!"


segunda-feira, maio 25, 2009

sábado, abril 11, 2009

Palavras...

...não podem começar a expressar a sofisticação, a precisão, com que está a ser desenvolvida a eco-via do Algarve. A elegância, simetria das formas com que os mais habilitados e experimentados [insere aqui categoria profissional] têm traçado, no agreste, hostil e alcatroado solo algarvio, uma longitudinal linha azul, preciosamente disposta em paralelo à berma da estrada, leva o meu pobre coração farense à comoção, os meus olhos, também farenses, às lágrimas, e os meus dedos, que fruto de um enxerto vêm de Alte, a escrever este post.
...
É uma linha azul. Marcada na estrada. Com fundos comunitários. Eu quero pertencer a uma edilidade de um qualquer município algarvio. Qualquer um.
ML

Sexismo em Faro

Ontem, quando vinha a caminho de Faro, fui surpreendido pela notícia, divulgada pela TSF, em como a direcção da Loja do Cidadão desta minha cidade tinha proibido o uso de mini-saias, decotes generosos e perfumes intensos às suas funcionárias como solução para a prestação de um serviço mais profissional. E embora ciente das potencialidades que a reunião de «funcionárias» e «profissionalismo» na mesma frase contém, parece-me mais significativo realçar uma clara falha nas directrizes assumidas pela Loja do Cidadão de Faro: os dentes brancos. Porque se repressão de sex-appeal é um indicador de profissionalismo, então não vejo porque se hão-de continuar a admitir ao trabalho essas putas que aparecem com uma dentição impecável, de um branco resplandecente, obtido apenas nas melhores colheitas de sémen de 1987. Isto enquanto aquelas senhoras trabalhadoras, de dentição amarelada ou acinzentada, completa ou incompleta, original ou de segunda via, hão-de ser privadas de um posto de trabalho.
Faço este alerta para que a Loja do Cidadão reveja as suas prioridades e termine com a sua política sexista que trata as mulheres como objectos, como se o fundamental da mulher fossem os seus peitos balouçantes, a firmeza do seu rabo, a lonjura das suas pernas...


... volto já...

ML

domingo, abril 05, 2009

Mário Soares diz que Durão "é inteligente, mas é um rosto do passado"

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...
ahhh... hum... esperem...
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quinta-feira, março 19, 2009

Carapaus para crianças apresenta...

Dando continuidade ao nosso segmento infantil "Carapaus para crianças", o Carapaus com Chantilly tem vindo a preparar nestes últimos meses (perto de 24 se não estou em erro) mais um maravilhoso livro que irá encantar miúdos, graúdos e outros animais domésticos.

Na esteira de livros como "Marley&Eu", "Dora a Exploradora" ou "Fazes-me Falta", o nosso livro versa sobre a humanidade, o Homem, o fenómeno do amor e, como não podia deixar de ser, o ser criança na actualidade (mas não na Bélgica que é deprimente).

Assumindo o título de "Armagedão", este livro tenta explicar numa linguagem acessível a mítica batalha final que terá lugar num futuro, provavelmente, não muito distante.

Infelizmente a capa ainda está a ser desenhada mas podemos adiantar que se trata de uma brilhante, cativante e alegre ilustração de Sodoma e Gomorra aquando da sua aniquilação. Mesmo assim, aqui ficam com uma pequena amostra do que poderão encontrar dentro do mundo mágico de "Armagedão".



Em breve disponível numa livraria perto de si. Encomende o seu exemplar antes que esgote!

domingo, fevereiro 22, 2009

Great American Glories (VII)

Agora que Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal ganhou o prémio de pior sequela do ano, cortesia dos Razzies deste ano, penso que será apropriado retomar esta rubrica com o terá, provavelmente, contribuído para uma tal sentença. Não me interpretem mal. Não pretendo, na verdade, falar mal do filme, até porque acho que ele já sofreu o suficiente desde a sua inauguração (claramente, o júri dos Razzies não concorda comigo). Mas chamou-me a atenção o facto de o argumento deste quarto filme - ali com o aliens 4 junto às sequelas que um dia deixarão de ser consideradas canónicas -, colocar o ilustre arqueólogo a falar Quéchua, língua nativa do PERÚ. Nada de especial, uma vez que a construção do personagem pressupõe um estado de iluminação e excelência particular que o permite, a despeito das leis da paciência e da imutabilidade das 24 horas do dia (considerando, claro, a latitude de cada um) que o permite fazer-se comunicar em todo o espectro do falar humano, desde alemão até um qualquer dialecto perdido no meio da Índia.
E depois de uma tal demonstração de agnição, de ciência e, sobretudo, de PURO DOMÍNIO... ele diz que aprendeu a falar quéchua com o Pancho Villa. Ora, não consta que, nos seus 45 anos de vida, Pancho Villa, enquanto se dedicou ao saque e à pilhagem e às actividades militares em território MEXICANO, tenha saído para qualquer outro país que não os Estados Unidos. Portanto, e colocando-me na pele e, principalmente, procurando compreender o que é a responsabilidade de um júri destinado a galardoar obras cinematográficas, é claro que rapidamente percebemos que o Indiana Jones, não só não sabe falar Quéchua, como provavelmente pagou às pessoas com quem falou para grunhirem uns sons para se armar em bom junto do filho, como provavelmente terá pago aos camponeses da Índia (no saudoso segundo filme) para terem consigo uma conversa qualquer da tanga só para poder comer a mulher do Spielberg. Caramba, como poderia o filme NÃO ganhar o prémio de pior sequela do ano?

ML

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

Obrigádes

A todas as (duas) pessoas que chegaram a este blog através da pesquisa por "frases inteligentes em portugues", as nossas mais sinceras desculpas.
CP

segunda-feira, janeiro 19, 2009

O Contrato Sexual

Por Jean-Jacques Lourenço


Nós, os abaixo-assinados contraentes, declaramos ser de nossa livre e espontânea vontade, sem constrangimentos de ordem alguma ou pressões de qualquer natureza, cada um por si e ambos em conjunto, firmar o presente contrato de natureza sexual (ao diante designado CNS) e respeitar na integralidade as cláusulas do sobredito contrato que são as seguintes.


Art. 1) Os signatários e contraentes do CNS ficam, pela sua firma, afectos ao conhecimento de que se entregam, cada um por si e ambos em conjunto, a uma relação não-vinculativa de natureza, expressão e efeitos meramente sexuais, cujas práticas particulares serão, pontual e casuisticamente, definidas pelos supra referidos contraentes;

Art. 2) Ao firmar o sobredito CNS e tendo por base o acima definido conhecimento, os contraentes abdicam, durante a vigência do contrato, do seu direito a manifestar sentimentos de carácter vinculativo relativos à natureza do relacionamento. Por sentimentos de carácter vinculativo devem entender-se:

Item Expressões de afecto exteriores aos momentos subsequentes à cópula ou durante a noite da mesma, no caso de os contraentes entenderem querer passá-la em conjunto, tais como sms atenciosos, passeios de mãos dadas, carícias de qualquer índole, telefonemas ou qualquer forma de contacto sem outro motivo que uma conversação orientada para a potenciação dos supra mencionados sentimentos;

Item Insinuações subtis de ciúmes, de pedidos de satisfação e outras exigências de qualquer cariz que não seja o estritamente sexual;


Art. 3) A firma do CNS estabelece que os contraentes se comprometem a não conferir outra dimensão e transcendência à natureza da sua relação que não a da sexualidade para a qual se apontaram;


Art. 4) Mais declaram os contraentes abdicar dos seus direitos a reivindicar qualquer desfecho que não a eventual anulação do CNS quando, por qualquer motivo, uma das partes entender dar por anulado o contrato;


Art. 5) Mais declaram os contraentes entender não ter o CNS uma vigência determinada ou definida no tempo, mas que durará enquanto as partes, cada uma por si e ambas em conjunto, entenderem estar reunidas as condições para a sua continuidade;


Art. 6) Mais declaram os contraentes aceitar não ser necessário o comum acordo das duas partes para se pôr termo ao CNS, bastando que qualquer uma delas expresse, verbalmente, em pessoa, por telefone, por messenger, mensagem escrita ou outra forma de comunicação, seja ela qualquer for, a sua insatisfação:

Item Por insatisfação deve entender-se a falta de vontade em manter a continuidade do contrato, sem que tal implique considerandos de qualquer ordem acerca da qualidade da prática sexual, ainda que estes não tenham valor legal para influir na quebra, ou não, do CNS;


Art. 7) Mais declaram os contraentes aceitarem não concorrer para a anulação do contrato qualquer forma de validade e não atribuir ao(s) motivo(s) da parte abdicante qualquer forma de juízo:

Item Por validade deve entender-se qualquer ordem de razão que torne justa, ou injusta, a anulação do CNS;

Item Em última instância, o presente artigo implica que a parte abdicante pode simplesmente estar farta do seu co-contraente, seja a que nível for, e não lhe apeteça mais manter o CNS;


Art. 8) Mais declaram os contraentes que, não estando a natureza do seu relacionamento condicionada por comportamentos justos ou válidos, abdicam in solidum a reivindicações de justiça e a qualquer forma de compensação, por onde se considera que manifestações de desagrado como «és um porco!», «usaste-me!!», «abusador» e, principalmente, «então eu não fui mais para ti que uma foda?» (sendo, neste caso, justamente isso que o CNS estabelece, em última instância), não têm, nem podem ter valor judicativo.


Art. 9) Mais declaram os contraentes reconhecerem não haver lugar a compensações de qualquer género no decurso do CNS, compromentendo-se ambos, cada um por si e em conjunto, quando as duas partes assim o entenderem, à prática única e exclusiva do sexo:

Item Deve entender-se, por exclusiva, a natureza do relação entre os contraentes e não da praxe na sua vertente social;


Art. 10) Mais declaram os contraentes não estarem obrigados a qualquer tipo de dever comportamental para com a parte co-contraente:

Item A prática do sexo é o comportamento por excelência que define o CNS; mas, enquanto comportamento, não pode ser constituído em dever e, portanto, nenhum dos contraentes pode ser contratualmente constrangido à prática do sexo;

Item Em última instância, este item recupera a noção de insatisfação pela qual, qualquer uma das partes contraentes está autorizada a, no caso de não ser fodida, dar por terminado o CNS;

Item A exclusividade que se entende por monogamia, enquanto prática comportamental, também não pode ser constituída em dever, pelo que a sua prática ficará à inteira consideração dos contraentes


Art. 11) Os contraentes mais se comprometem a aceitar que a terminologia empregue para a lavra deste CNS, tais como «relação» ou «relacionamento», prentede expressar única e exclusivamente a associação entre as duas partes, sem quaisquer outras conotações ou entendimentos que a prática de uma sociabilidade entre dois seres humanos, cuja especificidade é definida pelo contrato;


Art. 12) O incumprimento de qualquer uma destas cláusulas implica a cessação imediata e anulamento cabal do CNS.



Primeiro Contraente:________________________


Segundo Contraente:________________________

sexta-feira, janeiro 09, 2009

Pensamentos soltos

A neve não é fofinha. A neve é fria e mete-se nas narinas e na boca.


Em situação de neve, deve-se resistir à tentação de correr na passadeira quando o boneco está a passar para vermelho.


ML

quarta-feira, dezembro 31, 2008

Resoluções de Ano Novo

Nunca foi um tema que me tenha dado de pensar. Quer dizer, uma pessoa habitua-se a viver nessa noção que o alinhamento dos planetas nos minutos finais do 31 de Dezembro vai mexer com tudo o que funciona a magia neste mundo, desde as fadinhas até aos trevos de quatro folhas e outras coisas não-cristãs, e que a partir daí nos auto-determinamos a conseguir uma coisa durante o ano que aí vem: «Vou deixar de fumar»; «Vou comprar um carro»; «Vou ter a minha primeira relação sexual». Esse tipo de coisas banais. E depois, eventualmente, temos um maço ainda para gastar, o que gostamos realmente é de andar de metro e de eléctrico porque são transportes que não há em todos os lados e passamos o ano agarrados à verga. Assim por assim, questiono-me se não haverá utilidade em nos auto-determinarmos a coisas que realmente importa que NÃO aconteça. E aí, sim, o que gostaria desde pequenino era pisar uma mina, desde há tempos que ando a namorar a ideia de apanhar herpes genital e, finalmente, porque não um tremor de terra como deve ser em Portugal?

ML

segunda-feira, dezembro 22, 2008

WWF ou a vida selvagem

Faz-me alguma confusão toda a preocupação do papa em torno dos homossexuais e agora mais recentemente de comparar os heterossexuais a uma floresta tropical que deve ser protegida sob risco de desaparecer. É assim: tecnicamente, estão mais em risco de extinção os homossexuais que os outros. Afinal de contas, eles não se conseguem reproduzir...

ML

segunda-feira, dezembro 15, 2008

Coitadinho

Há dias em que tenho a sensação que só quem fala comigo no msn são links de vírus e que apenas a EPAL e a Vodafone me enviam mensagens para o telemóvel.

ML

domingo, dezembro 14, 2008

Da guerra e dos passeios

Sendo franco, este post já vem tarde. Ele ocorreu-me enquanto estava a ouvir a Renascença, ao longo de uma viagem entre Faro e Lisboa, repetir vezes sem conta as notícias das alterações em Atenas. Lembro-me como, antes de remeter para as declarações do embaixador português na Grécia, a locutora dizia sempre que a cidade «assumia contornos de um verdadeiro cenário de guerra». E depois entrava o Embaixador, que dizia «Eu estive agora a passear pela cidade e não se vê ninguém nas ruas», etc, etc.
Sejamos francos. Se o cenário fosse realmente de guerra, será que o senhor embaixador estaria a passear-se pela cidade?

ML

sexta-feira, dezembro 05, 2008

Cabelos brancos como Hydras

Sim, eu sei que arrancar cabelos brancos pela raiz faz crescer mais sete. Por isso é que lhe estou a pedir que queira ter a atenção de os cortar pela base antes de me começar a cortar o cabelo.

ML

domingo, novembro 30, 2008

CU I - Lois & Clark Basta pedir desculpa

Vou iniciar uma rúbrica chamada CU (Cenas Únicas). Espero que não me cancelem a conta do youtube por "copyright infringement".

Começo por ilustrar porque razão Metropolis necessita tanto do Super-Homem

domingo, novembro 16, 2008

A beleza

Estou plenamente em desacordo com o que muito macho anda por aí a dizer sobre isso de não conseguirem reconhecer quando um homem é bonito. Eu, por exemplo, acho que sou um belo pedaço de febra, bom todos os dias.
ML

sexta-feira, novembro 14, 2008

MASTURBAÇÃO É CRIME!!!

Contra o infanticídio.
Contra a morte de milhares de meios-seres.
Contra a interrupção voluntária do coito.
Contra a ejaculação precoce
(porque é uma merda).

Você jogaria um bebé na sanita?

Espere. Pense. Feche a braguilha.


ML & CP

sábado, novembro 01, 2008

...pá...

Para os que não me conhecem, tenho a uma confissão a fazer: eu não vejo muita televisão. Quer dizer, vou-me mantendo a par do que se passa no mundo, mas parte a partir da rádio, parte de jornais, parte ainda por conversas de café. Por isso, o motivo que me leva hoje a dirigir-me a vós, leitores, poderá parecer um lugar comum, uma redundância daquelas de fazer encolher os ombros e mesmo um post indigno deste blog (se é que isso é possível): mas quando, depois de algum tempo, fiquei a seguir uma notícia sobre o nosso Primeiro na SIC Notícias, não pude deixar de pensar cá para mim «Zé... Caramba. O mundo está em crise, mas tu... Tu... tratas-te bem... Estás gordo, pá!»

ML

segunda-feira, setembro 22, 2008

A ponte é uma passagem

Tive ontem a oportunidade de visitar a Margem Sul (para quem não sabe, refiro-me à margem sul do Tejo) . A margem sul é, na minha nada modesta opinião, A terra prometida, pelo menos no que diz respeito a nomes de estabelecimentos. Sim eu sei que Lisboa tem a já famosa rede de talhos "Boutique da Carne" mas ontem tive de dar o braço a torcer e admitir que é na Margem Sul que vivem as pessoas com a maior imaginação e criatividade no que diz respeito à escolha de nomes para os seus estabelecimentos comerciais.

Duas pérolas que penso colocarem de parte qualquer dúvida que pudesse existir:

Stand Automóvel - O outro conceito.

Ora cá temos um nome soberbo e sem sombra de dúvida produto de uma grande mente.
Ora bem, então há um conceito não é? Ah ah! É que este é o outro conceito. Que conceito? Isso não interessa. O que interessa é que não é esse conceito. É o outro!


Charcutaria - "Sabor a carne."

Para quem se está a perguntar o que raio é que o nome tem de mais peço-vos que o examinem novamente dando especial atenção à seguinte informação extra: as aspas fazem parte do nome.
"Sabor a carne" (aspas incluídas) é o nome de uma charcutaria. E não é inventada, não saiu de uma Britcom, é uma charcutaria mesmo real.
Será que ao entregar os pedidos aos clientes os empregados dizem Dona Maria aqui tem os seus bifinhos de peru, enquanto fazem aspas com os dedos? Se não o fazem proponho que se faça de imediato um abaixo assinado a exigi-lo.

CP

quinta-feira, setembro 18, 2008

Steal Everything

Façamos um pequeno esforço, ignoremos que estamos a ver o Kid Rock (ou então não porque o facto de estarmos a ver o Kid Rock também ajuda) e vamos esquecer a premissa errónea de que as pessoas fazem downloads porque as empresas têm muito dinheiro. Este é um grande vídeo.



quarta-feira, agosto 27, 2008

Haverá anormais nos Paraolímpicos 2008?

Que é como quem pergunta se alguém do governo ou da oposição irá apoiar os atletas Portugueses (mas aqueles que ganham medalhas à séria e recebem muito menos apoios) a Pequim?
CP

PS: Sim, apetecia-me insultar alguém e esta foi a desculpa que se arranjou. Sue me!
PPS: E também é para ver quantas pessoas se limitam a ler os títulos dos posts.

segunda-feira, agosto 25, 2008

Fragmentos de Viagem

No autocarro, ouve-se uma voz de sabedoria:

«A grande diferença entre a língua espanhola e a língua portuguesa é a comida».

ML

domingo, agosto 03, 2008

Fragmentos Hospitalares

«O vosso amigo está bem. Ele teve apenas de levar alguns pontos na cabeça. Ele está com um discurso lúcido e coerente.
ML - Lúcido e coerente? Mas é assim tão grave?»

«Se eu pagasse impostos ia querer pagar mais. Os serviços do hospital estão um caos!»

«P - Man, já reparaste como nos hospitais há sempre famílias ciganas?
ML - Também há variedade de famílias caucasianas e não te vejo a reparar nisso»

ML

quarta-feira, julho 23, 2008

A cerveja e os anúncios

Não sou, por norma, consumidor de bebidas alcoólicas e confesso que a cerveja nunca foi uma bebida propriamente apelativa, não sei bem se devido ao seu aspecto a xixi meio turvo, se ao cheiro delicodoce ou devido ao seu gosto acre. Ou talvez sou eu que sou esquisito.
Mais absurdo do que o facto desta ser uma das bebidas mais consumidas por todo o mundo sempre foram os anúncios a este "nectar" do gregório. Estes anúncios sempre foram uma espécie de clips musicais alegres, com muita gente jovem a conversar imenso e a dançar num ritmo que é minimamente correcto, durante noites e dias. São de certa forma a visualização de uma eterna farra.
O problema é que toda esta imagética nunca me fez lá grande sentido já que, e isto sabe-o qualquer pessoa que tenha dado uma volta pelo Bairro Alto numa sexta-feira por volta da 1 da manhã, se há uma coisa que a cerveja não provoca são conversas coerentes e muito menos um qualquer acrescento rítmico. Bem pelo contrário.

E eis que surge o último anúncio à Super Bock e finalmente, quando penso que é apenas mais um igual a tantos outros, me surpreendem com a brilhante escolha musical. Ao utilizarem a música da Brandi Carlie (The Story) conseguiram algo que nunca qualquer outro anúncio a uma cerveja tuga conseguiu: finalmente há algo que realmente se assemelha à experiência que todos bem conhecemos de beber cerveja: o tentar cantar e nós acharmos que estamos a ser espectaculares, a conseguir chegar a todas as notas, conseguindo cada tom na perfeição quando na realidade...
É que esta senhora consegue a proeza de cantar como se estivesse realmente embriagada e isso só por si é brilhante.
Será que para o ano alguma marca terá coragem de fazer um anúncio mostrando apenas os efeitos reais da cerveja? Eis o meu anúncio de sonho, baseando-me obviamente no conceito que eles gostam - o conceito de Mega-Festa, juventude e diversão:

A filmagem é incrivelmente suave e delicada. As cores são fortes e guerridas mas sempre com um efeito blur que, brilhantemente manipulado, esbate os focos de luz e dá às imagens apenas um brilho como se fosse a própria imagem a estar suada devido ao calor da festa a que estamos a assistir.

Vemos corpos jovens a dançar, cada um no seu ritmo próprio, ao som de uma qualquer música que está a passar, na cabeça de cada um é claro. Foca-se os corpos "dançantes" de cima para baixo e há um grande plano das barrigas de cerveja a baloiçar na pista de dança. Algumas barrigas tocam-se como se se de um beijo se tratasse. Foca-se os sorrisos embriagados de um casal no momento que se segue ao toque das barrigas. Ele olha para ela e ela para ele. Beijam-se e assistimos ao beijo mais repugnante da história: enquanto ele a beija no queixo, ela abocanha o nariz dele, sem reparar que devido ao ar abafado do bar a sinusite dele já estava a dar sinal na forma de um imenso mar de ranhoca. Mas não há problema. Trocam um olhar cúmplice de como quem diz "Eu sei que tu sabes que eu sei o que aconteceu mas o meu cérebro ainda não percebeu e portanto o que é que eu 'tou a pensar e olha lá as mamas desta gaja!" e saem do bar.

À volta do nosso casal os seus diversos amigos riem e continuam a "dançar". Mexem-se de um modo tão frenético que nos fazem pensar que, se calhar, estamos a contemplar um brutal ataque colectivo de epilepsia. Ou então que estamos perante uma peça de dança contemporânea. Uma das duas.
O nosso casal sai do bar e vomita para a calçada. A câmara desce e verificamos que afinal não foi para a calçada mas para cima de outro tipo que entretanto colapsou bêbado e que, coberto de vómito, nem reacção tem. O nosso casal ri-se do seu companheiro de bebedeira caído e dirige-se para uma paragem de táxis - porque afinal de contas tem de haver a mensagem social não é?

Entram no táxi, não sem antes do rapaz rasgar parte do vestido à rapariga numa tentativa algo grotesca de cavalheirismo e beijam-se novamente. O taxista encolhe os ombros e finalmente percebe o que é o mítico "odor corporal". Pergunta ao casal para onde querem ir. Repete a pergunta. Volta a perguntar.
O nosso casal, à quarta tentativa diga-se de passagem, julga que já disse para onde quer ir mas na realidade apenas conseguiu balbuciar algo como "Ruachmarlionzorg ohfashavor!". Foca-se a cara do taxista já enfadado com a situação. O táxi arranca.

Fade out.

Fade in.

Manhã.
Estamos num quarto completamente desarrumado. Há roupa espalhada por todo o lado. Alguém abre a porta do quarto. É um senhor com alguma idade (45 anos). Dirije-se à cama e retira o lençol que cobre os dois jovens. Foca-se a cara do senhor a ficar vermelha.

Ecrã negro.

Ouvimos:
"Pedro! O que é que a tua irmã está a fazer nua na tua cama?"

Entra o packshot.
The End
CP

quarta-feira, julho 16, 2008

Contos de Poderes

Durante a tenra e difícil idade dos 14 anos, o Ruizinho descobriu que tinha poderes. Ele descobriu que, tal como o Hiro do programa de televisão, conseguia parar o tempo. Foi ao atravessar a estrada sem olhar, num momento em que passava um camião TIR, que o susto súbito activou os seus poderes, congelando tudo à sua volta. O Ruizinho olhou em volta, pasmado e abismado. As suas pernas tremiam. Nunca tinha visto nada semelhante, uma ausência tão irreal de movimento. Em seu redor, as pessoas imóveis, mil esgares de horror em antecipação à catástrofe, mãos sobre em face em frágil protecção a um horror fatalmente perene. À sua frente, o camião TIR imortalizado na sua constrangedora e aflitiva demanda pelo atrito. Junto ao solo, até o fumo da borracha violentada contra o asfalto se havia imobilizado. De rosto iluminado, Ruizinho olhou para os céus, em silencioso e comovido agradecimento pelo que, mais tarde, chamaria, certamente, a sua segunda vida. Chamaria porque, nesse meio tempo em que a maravilha do que se tinha passado dava lugar à racionalização da realidade, Ruizinho descobriu, com desilusão, que os seus poderes tinham um tempo limite de vinte segundos. E ele não tinha saído de onde estava.

ML

domingo, julho 13, 2008

A (difícil?) tarefa de educar um filho

«I let my son watch the anime’s Dragonball, DBZ and DBGT since he was eight years old. At first, I thought it was too violent, but I realized this is the best show for training to become a true man. True men need not to flaunt themselves. They're calm, gentle and modest but when it comes to the crunch they don’t hesitate to kill the enemy, and I think that’s what Goku is»

James Marsters, em entrevista a http://dbthemovie.com

É. Desde que eu vejo o Dragon Ball que também penso em dizer ao pequeno e eventual ML Junior: «Meu filho, sê calmo, gentil e modesto. Mas se implicarem contigo na escola, pega num pau e espeta-lhes na garganta!!! E fica a ver o sangue a espirrar e a sair como num cano roto!! E depois limpa a boca com a tua mão ensanguentada e lambe os lábios! E depois cospe! E coça os tomates». Porque isso fará dele um homem a sério. Não podia estar mais de acordo.

ML

quarta-feira, julho 09, 2008

Coloquialismos, aforismos e outras palermices igualmente badalhocas

Acto III
(Deverá ser lido com sotaque Britânico)

Kristopher entra em palco envergando umas calças de fato de treino verdes, uma t-shirt de alças branca e segurando um sinal de proibido estacionar.

Kristopher:
Oh see the colored man run,
like so many others before him, he runs.
Run oh mighty colored man!
Run with your mighty colored legs and with that mighty colored smile.
No my children. Thou shan't fear the colored man for he is just like you
or i.
See my children, see the incredible bone structure of the colored man!
Oh you fine and awesome colored man.
Why couldn't you be like the rest?
Oh by Thor what i wouldn't do to you mighty colored man.
Oh colored beatutiful colored man. Why couldn't you just not be green?
Why not be any other color but that of the grape?
The grape! Oh that stupid stupid grape! Noooooooooooooo!

Fim
CP