A magreza atrai moscas.
E abutres.
CP
terça-feira, janeiro 19, 2010
quarta-feira, janeiro 13, 2010
sábado, janeiro 09, 2010
quarta-feira, janeiro 06, 2010
Portugalidade
"Queijo flamengo. Tipicamente português".
Serei eu o único a notar a contradição aqui?
ML
Serei eu o único a notar a contradição aqui?
ML
terça-feira, janeiro 05, 2010
terça-feira, dezembro 15, 2009
Watercolors and Marraquexe (Parte I)
- Após 10 horas num aeroporto (conseguimos levar 14 horas de Lisboa a Marraquexe) posso afirmar, com alguma certeza, que o aeroporto de Casablanca é o pior de todos os aeroportos do mundo. Se bem que ao fim da 13ª hora uma pessoa já quase se sente em casa. Isto partindo do princípio que vivem junto a uma fábrica de celulose.
- No aeroporto de Casablanca para se ser polícia é essencial cumprir uma regra: existir. Depois basta estar lá e escolher qual a melhor posição: sentado ou de pé.
- Os polícias do aeroporto de Casablanca desprezam as mulheres mas julgo ter encontrado uma explicação simples para que esse fenómeno quando reparei que dois polícias se aninhavam um ao outro e davam beijinhos enquanto efectuavam o seu árduo trabalho de estar sentado a contemplar o infinito.
- Todos os familiares e parentes distantes do Rei devem trabalhar nos múltiplos check-points do aeroporto de Casablanca e Marraquexe mas, pelo que pude apurar, é obrigatório ser-se totalmente incompetente, o que me leva a pensar que haverá muita consanguinidade à mistura e que pelo menos na geração de criaturas acéfalas e semi-acéfalas, este é um povo que se saiu espectacularmente bem. À saída de Marraquexe, por exemplo, após uma longa e penosa conversa com o oficial do guichet sobre o que estava a fazer em Marraquexe, o que ia fazer em Casablanca e o que era Lisboa, carimbaram "Entrada" no passaporte mesmo ao lado do outro carimbo que dizia, adivinhem só, "Entrada". Estupidamente achei, juntamente com alguns colegas, que o ofcial, depois de tanta conversa, saberia o que estava a fazer e não olhei para o passaporte até chegar ao meu destino. Com isto iam-nos tramando quando, já em Casablanca, tentámos embarcar finalmente no avião para Lisboa. Felizmente pelos lados de Casablanca, como penso já ter ficado abundantemente claro, os polícias têm mais que fazer (coçar a micose deveria ser instituído como o desporto oficial) e deixam passar tudo e todos sem grandes problemas.
- Aprendi que trabalhar com um detector de metais até é fácil, basta seguir duas instruções simples que me fizeram lembrar as regras do fight club: 1 - se o detector não apitar, devemos deixar passar a pessoa; 2 - se o detector apitar, devemos deixar passar a pessoa.
- A todos os interessados faço saber que: se todos urinarmos contra uma parede (ou várias), durante alguns anos, é possível fazer com que todo o prédio, e consequentemente a cidade, ganhe um impressionante cheiro a urina.
- Em Marraquexe, quando não há quartos suficientes, os gerentes das Riads (os hotéis lá do sítio) não se preocupam. Para quê perder clientes quando se pode colocar uma tenda com o ar condicionado no máximo no terraço? Honestamente, assim à primeira, até parece fixe, isto até reparares que estás numa tenda num terraço!
- Não há qualquer espécie de pudores ambientais em Marraquexe. De modo a fazer face à não existência de caixotes do lixo o povo de Marraquexe desenvolveu a prática solução de amontoar o lixo, basicamente, onde calhar, sendo este habitualmente deixado em pequenos montinhos à porta das casas ou no meio da rua ou no meio da estrada ou no canto da estrada ou no centro dos passeios ou até dentro de casa. Suponho que a inspiração deve ter sido a observação de um pássaro a defecar livremente onde lhe apeteceu.
- Regatear preços é interessante e giro. Isto até se regressar a casa e dar conta que se acabou de comprar um objecto que poderia ter sido adquirido, sem berreiro, nos chineses da esquina e a metade do preço. Abro aqui uma excepção aos objectos feito em pele já que nesses conseguem-se realmente preços abaixo do valor que geralmente se vê nas lojas. Mas de qualquer forma não recomendo levar muito dinheiro já que a tentação de o gastar em "bons negócios" é tremenda. Diria que é equiparável ao desejo de abandonar rapidamente o local.
- Ser apalpado por um Sr. polícia é uma experiência que nunca vou esquecer. E os meus testículos também não.
- Voar na Royal Air Marroco é como experienciar o ataque a Pearl Harbour. Dentro de um avião nipónico.
CP
quarta-feira, dezembro 02, 2009
Old people are funny (I)
Ver um idoso comer uma sandes é como assistir a uma luta pela sobrevivência. É algo digno de um programa especial na National Geographic ou no Discovery Channel.
CP
CP
sexta-feira, outubro 16, 2009
Novas regras. Velhos hábitos.
Entram hoje em vigor as novas regras para os créditos a habitação. Fundamentalmente obrigam os bancos a fazer algo que até aqui não faziam (passam a ter que apresentar a Taxa Anual Efectiva Revista (TAER) nas simulações de crédito à habitação sempre que seja proposto ao cliente uma redução de spread à custa da aquisição ou adesão de outros produtos, por exemplo) e a não fazerem o que até aqui faziam (subir o spread (margem de lucro dos bancos) em contratos cujo cliente não esteja a cumprir com o pacote de produtos e serviços financeiros combinados, na altura, e que levaram à bonificação daquela taxa).
Promete-se portanto mais transparência. Mas o que dizem os bancos acerca destas novas regras? Que por eles está tudo bem, que estão preparados para as implementar mas que isso terá custos. Custos esses suportados, surpresa das surpresas, pelos consumidores.
Já sei que muita gente vai torcer o nariz a estas declarações dos bancos, vai exclamar, já de punho no ar, como é possível que instituições que têm, ano após ano, lucros astronómicos ainda nos venha com estas conversas dos custos acrescidos e que pena que vamos ter de vos cobrar mais um x por esta maçada toda.
Mas eu pergunto-vos isto: se conhecessem um ladrão famoso, sabem que ele rouba toda a gente e toda a gente sabe quem ele é mas ninguém o pode prender porque, teoricamente, nunca ninguém o apanha a roubar. Agora ele diz-vos, como é simpático e vosso amigo, que vos vai contar com precisão e detalhe como vos rouba. Ficavam espantados que ele vos pedisse dinheiro para o fazer? Não me parece.
A outra maneira de ver isto é a seguinte: na realidade, os bancos limitaram-se a seguir as sábias palavras de Maradona: "Quero é que a chupem!"
Talvez esta segunda opção seja a mais próxima da realidade.
CP
Promete-se portanto mais transparência. Mas o que dizem os bancos acerca destas novas regras? Que por eles está tudo bem, que estão preparados para as implementar mas que isso terá custos. Custos esses suportados, surpresa das surpresas, pelos consumidores.
Já sei que muita gente vai torcer o nariz a estas declarações dos bancos, vai exclamar, já de punho no ar, como é possível que instituições que têm, ano após ano, lucros astronómicos ainda nos venha com estas conversas dos custos acrescidos e que pena que vamos ter de vos cobrar mais um x por esta maçada toda.
Mas eu pergunto-vos isto: se conhecessem um ladrão famoso, sabem que ele rouba toda a gente e toda a gente sabe quem ele é mas ninguém o pode prender porque, teoricamente, nunca ninguém o apanha a roubar. Agora ele diz-vos, como é simpático e vosso amigo, que vos vai contar com precisão e detalhe como vos rouba. Ficavam espantados que ele vos pedisse dinheiro para o fazer? Não me parece.
A outra maneira de ver isto é a seguinte: na realidade, os bancos limitaram-se a seguir as sábias palavras de Maradona: "Quero é que a chupem!"
Talvez esta segunda opção seja a mais próxima da realidade.
CP
sexta-feira, outubro 09, 2009
We have achieved perfection
"Benvindo ao LIDL Xabregas."
Nunca dois topónimos juntos numa frase fizeram tanto sentido.
Nunca dois topónimos juntos numa frase fizeram tanto sentido.
terça-feira, setembro 29, 2009
Cavaco Silva, o comunicado e a mensagem
Palpita-me que Cavaco Silva vai, hoje às 20 horas, comunicar mais uma vez que se vai manter calado. Dizem mal dos blogs (blogues?) mas depois até os imitam, ou não é este "dizer que não se tem nada para dizer" apenas mais uma forma de postar algo a dizer que não se tem nada para postar?
CP
CP
sábado, setembro 26, 2009
O peso
Não, estou em desacordo com essa ideia de «comida pesada» como aquela é de digestão lenta. Pelo contrário, até. A comida pesada é aquela que cai no estômago, faz imediatamente pressão sobre o intestino até sair em convulsões espontâneas.
ML
ML
segunda-feira, setembro 21, 2009
Pobreza Zero - Vamos alimentar esta ideia?
Recebi a seguinte mensagem através do Facebook:
Assunto: ESTA SEMANA!!!!!
23 SETEMBRO - JANTAR SUITE - CASINO ESTORIL
24 SETEMBRO - JANTAR SPOT S.LUIS - CHIADO
25 SETEMBRO - JANTAR KAFFEHAUS - CHIADO
30 SETEMBRO - JANTAR SPOT LISBOA - CASINO ESTORIL
O JANTAR TEM UM MENU DE LUXO!!!!!!!
17 € E 1€ REVERTE A FAVOR DA POBREZA ZERO - CONCEITO URBANO
RESERVAS... DIRECTAMENTE PARA O ESPAÇO!!!
MOBILIZA-TE.... FAZEMOS A DIFERENÇA!!!!!
Sinceramente custa-me descobrir o que acho melhor, se o conceito de organizar jantares "de luxo" contra a pobreza se a emoção com que a Pobreza Zero os anuncia. Cinco pontos de exclamação? Seis pontos de exclamação? Ou vocês gostam muito de jantares ou gostam mesmo muito de pobreza. De pontuação e gramática é que estou quase certo que não gostam lá muito.
E agora uma dica. Para este maravilhoso conceito ser realmente espectacular falta só uma coisinha: convidar famílias inteiras (pobres mas mesmo mesmo pobres, aqueles pobres miseráveis que nas palavras da Luciana Abreu seriam "mesmo cheios de moscas") e obrigá-las a observar os jantares através de umas janelinhas de vidro que serão criadas especialmente para o efeito. As famílias ficarão do lado de fora dos casinos e desta forma evitaremos qualquer contacto com os bondosos participantes deste evento. Imaginam só o burburinho que esta acção vai dar? Depois podem também colocar um enorme letreiro mesmo por cima das famílias a publicitar o evento. Proponho como headline "Coma a pobreza toda." E isto sim será generosidade ao mais alto nível.
CP
Assunto: ESTA SEMANA!!!!!
23 SETEMBRO - JANTAR SUITE - CASINO ESTORIL
24 SETEMBRO - JANTAR SPOT S.LUIS - CHIADO
25 SETEMBRO - JANTAR KAFFEHAUS - CHIADO
30 SETEMBRO - JANTAR SPOT LISBOA - CASINO ESTORIL
O JANTAR TEM UM MENU DE LUXO!!!!!!!
17 € E 1€ REVERTE A FAVOR DA POBREZA ZERO - CONCEITO URBANO
RESERVAS... DIRECTAMENTE PARA O ESPAÇO!!!
MOBILIZA-TE.... FAZEMOS A DIFERENÇA!!!!!
Sinceramente custa-me descobrir o que acho melhor, se o conceito de organizar jantares "de luxo" contra a pobreza se a emoção com que a Pobreza Zero os anuncia. Cinco pontos de exclamação? Seis pontos de exclamação? Ou vocês gostam muito de jantares ou gostam mesmo muito de pobreza. De pontuação e gramática é que estou quase certo que não gostam lá muito.
E agora uma dica. Para este maravilhoso conceito ser realmente espectacular falta só uma coisinha: convidar famílias inteiras (pobres mas mesmo mesmo pobres, aqueles pobres miseráveis que nas palavras da Luciana Abreu seriam "mesmo cheios de moscas") e obrigá-las a observar os jantares através de umas janelinhas de vidro que serão criadas especialmente para o efeito. As famílias ficarão do lado de fora dos casinos e desta forma evitaremos qualquer contacto com os bondosos participantes deste evento. Imaginam só o burburinho que esta acção vai dar? Depois podem também colocar um enorme letreiro mesmo por cima das famílias a publicitar o evento. Proponho como headline "Coma a pobreza toda." E isto sim será generosidade ao mais alto nível.
CP
quinta-feira, setembro 17, 2009
Legislativas 09 (I) - Episódio Portas
Paulo Portas é taxista. Mas serão os taxistas Paulo Portas? Se sim, confesso ter algum receio em andar de taxi.
CP
CP
sexta-feira, setembro 11, 2009
quinta-feira, setembro 10, 2009
O saber não ocupa lugar (III)
Estava a pensar branquear os dentes mas pensei melhor e resolvi bronzear-me.
CP
CP
terça-feira, setembro 08, 2009
Dança
Dizem que os latino-americanos têm a dança no sangue. Pois, eu cá tenho a certeza que o meu sangue tem um monte de porcarias que não servem para nada, porque para dançar? Não. Realmente, não.
ML
sábado, setembro 05, 2009
A chuva
Esta tarde, à saída do mercado, na rua, era o dilúvio. Uma chuva de criar pavor, daquelas que deixam (e deixou) uma pessoa completamente encharcados. E portanto, uma pessoa fica mais ou menos à espera daquele momento que não vai chegar (nem chegou) em que a chuva vai abrandar e, de forma mais ou menos pacífica, uma pessoa poderá deslocar-se, sem molhadelas de maior, até o seu local de residência. Pois, no México, com um furacão a influenciar o clima do país, a chuva não abranda. Aumenta. E isso dá tempo a uma pessoa para ficar a olhar com mais atenção o que se vende ao nosso redor. E nesta ocasião, posso dizer-vos que fiquei surpreendido com a quantidade de CD's que se vendem com mulheres em curtos bikinis, nessa dialéctica da perfeição da voz sã em corpo estupidamente são.
Mas é qualquer coisa que não consigo compreender. Quero dizer, eu até acho que já li em algum lado sobre o tipo de expectativas que pode uma pessoa reunir ao cobiçar uma coisa assim. Porque, convenhamos, é uma caixa demasiado pequena para o cliché de um pedaço de febra a sair dela e as poucas folhas que devem estar agrafadas à capa não vão ser um substituto da playboy. Também não vai sair um génio de lá de dentro que nos vai garantir o desejo que, decerto já sabe de antemão, de materializar a mulher nesse momento. Inclusivamente... quantas, por muito bem batidas que sejam, pode um gajo levar até ao fim só com essa imagem? Valerá a pena o dinheiro? Só com pensar não dá? Quinze euros custa uma punheta hoje em dia?
E com este pensamento inquietante me lancei à chuva e me molhei.
Mas é qualquer coisa que não consigo compreender. Quero dizer, eu até acho que já li em algum lado sobre o tipo de expectativas que pode uma pessoa reunir ao cobiçar uma coisa assim. Porque, convenhamos, é uma caixa demasiado pequena para o cliché de um pedaço de febra a sair dela e as poucas folhas que devem estar agrafadas à capa não vão ser um substituto da playboy. Também não vai sair um génio de lá de dentro que nos vai garantir o desejo que, decerto já sabe de antemão, de materializar a mulher nesse momento. Inclusivamente... quantas, por muito bem batidas que sejam, pode um gajo levar até ao fim só com essa imagem? Valerá a pena o dinheiro? Só com pensar não dá? Quinze euros custa uma punheta hoje em dia?
E com este pensamento inquietante me lancei à chuva e me molhei.
ML
terça-feira, agosto 18, 2009
Salvem o Noéme!! (Deve ser lido à guisa de «Save the clock tower» em Regresso ao Futuro. Com o Michael J. Fox)
Então. No outro dia o meu amigo Márcio chegou ao pé de mim e disse. ML (ele não me trata por ML, trata-me pelo meu nome verdadeiro, mas eu não vos digo qual é. Tomem, tomem), há uma situação lá na aldeia onde vivem os meus pais que é preciso divulgar. No Rochoso passa um rio chamado Noéme que está a sofrer com as descargas constantes de algumas fábricas que se instalaram nas proximidades do rio Diz. O rio Diz é afluente do Noéme e toda a porcaria está a ir parar ao Noéme. Este rio passa muito próximo da casa dos meus pais.
Não te passa pela cabeça. O rio Noéme era um curso de água fresca, límpida, onde se podia brincar, saudável! Agora é um horror, cheira a podre, a água está suja, já não se pode andar lá dentro. Deixámos de ver peixes a passar pelo rio. E o pior de tudo é que ninguém sabe o que está a ser feito para se resolver o problema e parece que ninguém com algum poder está realmente interessado a fazer seja o que for acerca do assunto. Uma entrevista, e a pessoa esquiva-se. Outra entrevista, outra pessoa que se esquiva. Pessoalmente, é uma luta que merecia maior divulgação. Na verdade, tive a sorte de ser entrevistado num jornal local e, recentemente, o Noéme foi notícia na SIC!
Foste entrevistado?, disse eu. Mas porquê tu?, perguntei eu. É que eu criei um blog dedicado ao assunto. Chama-se Crónicas do Noéme e isso chamou a atenção do jornal!
Fabuloso, disse eu, de forma um tanto ou quanto juvenil, entusiasmado pelo que o meu amigo Márcio me dizia. Mas, ao certo, o que é que me estás a pedir?
Ora, comentou ele. Não és tu que tens um blog que já dura há vários anos e que é um caso muito raro de longevidade na internet por que as pessoas sentem imensa curiosidade?
Sim, é verdade disse, eu.
Então, disse ele. Não podias fazer um post sobre o rio Noéme para ajudar ao esforço de divulgação?, perguntou ele.
Epá, o nosso blog é de humor..., comentei, a medo. A minha tendência imediata seria gozar com o rio e acho que isso não te ajuda muito...
Então, começou ele.
E a conversa durou até o dia seguinte. Eram 10 para a meia noite, em todo o caso. Foi uma conversa breve. Na verdade nunca existiu. Ele limitou-se a enviar um mail a pedir um post sobre o Noéme. O Noéme existe. E o rio Diz também. E a Guarda. E a poluição. Vão às Crónicas do Noéme e comentem. Ajudem à causa. Não custa nada. A não ser que queiram contribuir. Para o quê não sei, porque o Márcio não está a organizar um peditório. Mas eu posso fazê-lo e disponibilizar um NIB muito em breve. Visitem o blog e comentem. E no nosso também. Se quiserem.
ML
segunda-feira, agosto 17, 2009
domingo, agosto 16, 2009
sexta-feira, agosto 14, 2009
quinta-feira, agosto 13, 2009
Dizeres (I)
Pedras no meu caminho? Guardo-as todas.
Um dia vou apredejar o Presidente da Câmara por não ter asfaltado a rua.
CP
Um dia vou apredejar o Presidente da Câmara por não ter asfaltado a rua.
CP
Palavras do avô (II)
Naqueles tempos a vida era mais simples. Acordávamos às 5 e meia da manhã e íamos para os campos. Por volta do meio dia e tal comíamos qualquer coisa, geralmente um bocado de pão duro e uma malga de água e íamos espancar o escravo. Eram tempos difíceis mas ao menos ríamos muito. Até que apareceu o Antunes e deu uma machada no Xico. Depois disso tivemos de dizer ao Antunes que afinal não tinha sido o Xico a roubar-lhe o cavalo. E aí é que foi rir à gargalhada. Bons tempos.
CP
CP
terça-feira, agosto 11, 2009
Testamento
Quando for para o México, se o meu avião cair no Atlântico, quero que as minhas cinzas sejam espalhadas pelo mar.
ML
ML
segunda-feira, agosto 10, 2009
Incauto
Imaginai o seguinte cenário: Domingo pela tarde, feijoada pelo almoço. Sedimentos atrás de sedimentos de feijão (daquele castanho, que é para ser pesado) preenchem um estômago já moldado pela pizza do dia anterior e pelas torradas da manhã. Anos de experiência acumulada permitem antecipar o inevitável escape de detritos acumulados. Ying e Yang. Pressão e Alívio. E porque estes momentos de reequilíbrio cósmico, ao efectivamente estimularem a reflexão e a actividade intelectual em geral, se afirmam como momentos culturais por excelência, sucede muitas vezes uma recolha incauta de um qualquer folheto, periódico ou livro para fruir esse precioso momento de fervilhão ontológico. Incauto o gesto? O seu actor? Ambos? Sim, porque o que fazer quando recolhemos um livro do José Saramago? O que fazer quando não há mais detritos para expulsar, mais sedimentos para fermentar? O que fazer quando a dinâmica interior termina e a actividade intelectual perde o seu catalisador? O que fazer quando não há o raio de um ponto final, de um parágrafo evidente que nos permita dizer: «aqui pararei, aqui retomarei»? Aqui me poderei levantar. E limpar o rabo. Que esta merda está a secar.
ML
ML
sexta-feira, agosto 07, 2009
quinta-feira, agosto 06, 2009
segunda-feira, agosto 03, 2009
Palavras do avô (I)
"Gosto de receber as pessoas de braços abertos. Ou pelo menos gostava.
Antes da guerra."
CP
Antes da guerra."
CP
domingo, agosto 02, 2009
Subscrever:
Mensagens (Atom)
