Estar a virar a esquina, sentir necessidade de aliviar o excesso de comida no goto e mandar um arroto quando uma bela dama está a passar.
Sim, foi muito bom.
ML
quinta-feira, fevereiro 25, 2010
Psssst!
(Só entre nós que ninguém nos ouve [ou lê], acho que nos conseguimos livrar de todos os visitantes deste blog.)
segunda-feira, fevereiro 22, 2010
Post pseudo-intelectualóide ou mete-nojo.
Eu jogo no Euromilhões mas é mais pela serotonina que outra coisa.
CP
CP
segunda-feira, fevereiro 08, 2010
Where is my life?
John: Jesus! Now i know that my life's in the crapper.
Diane: Why?
John: Got a call. It was Bono. He wants to be my spokesman.
CP
Diane: Why?
John: Got a call. It was Bono. He wants to be my spokesman.
CP
sexta-feira, fevereiro 05, 2010
Reflexões (III)
a) A frase "Olha que estás a dar um passo maior que as pernas." será uma frase indecente de se dizer a uma pessoa presa a uma cadeira de rodas ou é apenas uma constatação lógica?
b) Na verdade nunca ninguém fica preso a uma cadeira de rodas. Pode sempre cair.
CP
b) Na verdade nunca ninguém fica preso a uma cadeira de rodas. Pode sempre cair.
CP
Esquizofrenias avulsas - Intenção de voto
- A criança que há em mim, imberbe e que não gosta de tomar banho, acha piada ao Bloco de Esquerda.
- O Revolucionário sonhador, já com alguma idade e frustrado com a vida que não foi nada do que ele imaginava que seria, levanta o punho em camaradagem com o PCP.
- O betinho em mim alinha com o CDS. Mais por medo dos indivíduos da Musgueira do que por achar Paulo Portas o máximo.
- O sacana em mim vota PS e dá como justificação a ilusão de que está a votar à esquerda.
- O porco capitalista em mim até aprecia algumas linhas ideológicas do PSD. Mesmo sabendo que a minha carteira jamais estará recheada como a dos verdadeiros porcos capitalistas. Que, por norma, são do PSD.
Mas a pessoa em mim está cada vez mais do lado da minha avó que diz simplesmente: "Os políticos são como os macacos. Coçam todos para dentro!". Darwin estaria orgulhoso.
CP
terça-feira, fevereiro 02, 2010
Carta a Mário Crespo (publicada aqui depois de me ter sido negada a publicação de um artigo onde fazia revelações escandalosas)
Caro Mário,
penso que da última vez que falámos ainda não estavas demente. Nesses tempos em que eras uma pessoa com alguma lucidez escrevias artigos nos quais manifestavas a tua opinião sobre os mais deversos assuntos. Eras ao mesmo tempo pai, amigo de tantos e uma pessoa vulgar. Por assim dizer, também soltavas uns gases. E digo-te Mário, fazias-me rir. Mais com as crónicas e com os artigos do que com os gazes mas fazias-me rir. Custa-me ver-te entrar nessa espiral de demência e incapacidade. Custa-me ver-te no mesmo patamar do Palhaço como bem o apelidaste naquela tua outra crónica, Palhaço ou o engenheiro como preferires. Vejo-te rebaixado ao patamar comezinho da vitimização e da paranóia. O outro, o Palhaço, também dizia que todos o queriam tramar, que eram tudo esquemas e que, coitadinho dele, o mundo estava todo contra o Palhaço. Mas chega de falar no Palhaço, porque o que o Palhaço quer é que lhe dêem atenção. E já não há pachorra para aturar o Palhaço.
Também eu queria publicar um artigo de opinião onde iria desmontar toda esta cabala existente na sociedade actual. Era um artigo que me iria colocar na boca do povo e onde daria a conhecer ao público o que esses ministros pensam de mim. Também iria revelar ao mundo que a cura do cancro e da sida se encontram na sala Jorge Bascus da moradia Flengius na Quinta dos Eucaliptos em Sines. Sabes bem onde é amigo. Foi lá que encontrámos o corpo daquela prostituta. Ia revelar ao mundo que também eu, como tu e como o Palhaço, sou uma vítima de todo um processo, de um (ou mais) governos, sabe-se lá de que países. Ia dar a conhecer que me querem eliminar ainda mais do que te querem eliminar a ti. Poderás vir a perder o emprego. Mas de mim querem sangue. Quem me dera ter um emprego para perder como tu.
Escrevi o artigo e como sempre enviei-o por e-mail para uma determinada série de moradas electrónicas dos mais diversos jornais. Recebi um telefonema em pânico de um editor de um jornal muito conhecido. Quase que me chamou louco. Ficou-se por "estúpido" e "ignorante". Perguntou-me se tinha provas. Eu disse que era duro como rocha, sólido como diamante e uma autêntica bomba. Ele pediu-me para parar de falar no meu pénis. Atendi ao seu pedido e disse-lhe que confiava plenamente em quem me informou. Mas informei-o que não poderia revelar o nome dessa pessoa. Ele voltou a insultar-me e recusou-se a publicar uma única palavra. Também me instaurou um processo que me impede de ir visitar o filho dele à escola. Mas a ti amigo, a ti posso-te contar tudo. Sabes como é que eu sei essas coisas? Como é que sei que me querem eliminar? Que falam de mim como "um alvo a abater"? Um "problema maior que a disfunção eréctil"? Sei disso porque quando estava às 5 e meia da manhã a comer um cachorro numa roulotte na Musgueira, ouvi o chefe dos cachorros dizer que um amigo lhe contou que ouviu dizer de um sobrinho que um conhecido do primo que abriu, sem querer, a carta de um vizinho que já não morava no 3º esquerdo e ficou a saber que o tio de um fulano lá para os lados de Alenquer fazia saber que o companheiro de quarto da mulher achava que eu já me estava a tornar um estorvo. E que ressonava demasiado alto e por isso deveria ser eliminado.
Mário, sei que me conheces porque falo contigo todas as noites. Em pensamento é certo mas sei como tu sabes que eu sei que tudo isto é real. E vê bem que nenhum jornal quis publicar o meu artigo. E ainda têm o descaramento de dizer que somos livres...
Um grande abraço,
CP
penso que da última vez que falámos ainda não estavas demente. Nesses tempos em que eras uma pessoa com alguma lucidez escrevias artigos nos quais manifestavas a tua opinião sobre os mais deversos assuntos. Eras ao mesmo tempo pai, amigo de tantos e uma pessoa vulgar. Por assim dizer, também soltavas uns gases. E digo-te Mário, fazias-me rir. Mais com as crónicas e com os artigos do que com os gazes mas fazias-me rir. Custa-me ver-te entrar nessa espiral de demência e incapacidade. Custa-me ver-te no mesmo patamar do Palhaço como bem o apelidaste naquela tua outra crónica, Palhaço ou o engenheiro como preferires. Vejo-te rebaixado ao patamar comezinho da vitimização e da paranóia. O outro, o Palhaço, também dizia que todos o queriam tramar, que eram tudo esquemas e que, coitadinho dele, o mundo estava todo contra o Palhaço. Mas chega de falar no Palhaço, porque o que o Palhaço quer é que lhe dêem atenção. E já não há pachorra para aturar o Palhaço.
Também eu queria publicar um artigo de opinião onde iria desmontar toda esta cabala existente na sociedade actual. Era um artigo que me iria colocar na boca do povo e onde daria a conhecer ao público o que esses ministros pensam de mim. Também iria revelar ao mundo que a cura do cancro e da sida se encontram na sala Jorge Bascus da moradia Flengius na Quinta dos Eucaliptos em Sines. Sabes bem onde é amigo. Foi lá que encontrámos o corpo daquela prostituta. Ia revelar ao mundo que também eu, como tu e como o Palhaço, sou uma vítima de todo um processo, de um (ou mais) governos, sabe-se lá de que países. Ia dar a conhecer que me querem eliminar ainda mais do que te querem eliminar a ti. Poderás vir a perder o emprego. Mas de mim querem sangue. Quem me dera ter um emprego para perder como tu.
Escrevi o artigo e como sempre enviei-o por e-mail para uma determinada série de moradas electrónicas dos mais diversos jornais. Recebi um telefonema em pânico de um editor de um jornal muito conhecido. Quase que me chamou louco. Ficou-se por "estúpido" e "ignorante". Perguntou-me se tinha provas. Eu disse que era duro como rocha, sólido como diamante e uma autêntica bomba. Ele pediu-me para parar de falar no meu pénis. Atendi ao seu pedido e disse-lhe que confiava plenamente em quem me informou. Mas informei-o que não poderia revelar o nome dessa pessoa. Ele voltou a insultar-me e recusou-se a publicar uma única palavra. Também me instaurou um processo que me impede de ir visitar o filho dele à escola. Mas a ti amigo, a ti posso-te contar tudo. Sabes como é que eu sei essas coisas? Como é que sei que me querem eliminar? Que falam de mim como "um alvo a abater"? Um "problema maior que a disfunção eréctil"? Sei disso porque quando estava às 5 e meia da manhã a comer um cachorro numa roulotte na Musgueira, ouvi o chefe dos cachorros dizer que um amigo lhe contou que ouviu dizer de um sobrinho que um conhecido do primo que abriu, sem querer, a carta de um vizinho que já não morava no 3º esquerdo e ficou a saber que o tio de um fulano lá para os lados de Alenquer fazia saber que o companheiro de quarto da mulher achava que eu já me estava a tornar um estorvo. E que ressonava demasiado alto e por isso deveria ser eliminado.
Mário, sei que me conheces porque falo contigo todas as noites. Em pensamento é certo mas sei como tu sabes que eu sei que tudo isto é real. E vê bem que nenhum jornal quis publicar o meu artigo. E ainda têm o descaramento de dizer que somos livres...
Um grande abraço,
CP
segunda-feira, fevereiro 01, 2010
Portugalidade (II)
"Bife à Portuguesa", na República da Cerveja, Restauradores:
«Seguindo a tradição mediterrânica, temperado com louro, alho e pickles...»
E onde, neste mundo de Deus, é que o pickle é uma coisa tipicamente portuguesa para constar num prato com este nome!?
ML
«Seguindo a tradição mediterrânica, temperado com louro, alho e pickles...»
E onde, neste mundo de Deus, é que o pickle é uma coisa tipicamente portuguesa para constar num prato com este nome!?
ML
terça-feira, janeiro 26, 2010
Portugal/Angola
Andam todos malucos com a notícia que Portugal vai emprestar dinheiro a Angola (http://economico.sapo.pt/noticias/portugal-empresta-500-milhoes-de-euros-a-angola_12574.html). Sinceramente não percebo qual é o problema. Afinal de contas nem sequer se trata bem de emprestar. É mais um devolver.
CP
CP
segunda-feira, janeiro 25, 2010
O saber não ocupa lugar (V)
Fazer a barba às escuras ou durante um eclipse pode provocar esterilidade.
CP
CP
quinta-feira, janeiro 21, 2010
Expressões no Haiti
A réplica sentida no Haiti leva-me a pensar que a expressão "Bater no ceguinho" tem um limite que, neste caso, foi totalmente ultrapassado, facto que nos obriga a cunhar uma nova expressão que melhor se adequa a esta espécie de acontecimento.
Assim sendo, penso que "Pontapear a bengala do ceguinho, esventrar o cão do ceguinho e obrigá-lo a comer os restos, atar o ceguinho a um poste e sodomizá-lo enquanto se lê a obra "Guerra e paz" ao ouvido do ceguinho sempre em voz de falsete, cortar a língua do ceguinho com folhas A4, largar o ceguinho na 2ª Circular e deixá-lo andar livremente enquanto se grita palavras de apoio como "Não te esqueças de olhar para os dois lados antes de atravessares a estrada ceguinho!" e finalmente agarrar no ceguinho e partir-lhe as pernas, aproveitando o momento para urinar para dentro das suas cavidades oculares." será uma expressão mais apropriada.
Também me parece que a contínua utilização da palavra "reconstruir" não abona muito a favor dos jornalistas do nosso país (e do mundo). Será possível que nenhum jornalista tenha visto como era o Haiti antes do terramoto?
CP
Assim sendo, penso que "Pontapear a bengala do ceguinho, esventrar o cão do ceguinho e obrigá-lo a comer os restos, atar o ceguinho a um poste e sodomizá-lo enquanto se lê a obra "Guerra e paz" ao ouvido do ceguinho sempre em voz de falsete, cortar a língua do ceguinho com folhas A4, largar o ceguinho na 2ª Circular e deixá-lo andar livremente enquanto se grita palavras de apoio como "Não te esqueças de olhar para os dois lados antes de atravessares a estrada ceguinho!" e finalmente agarrar no ceguinho e partir-lhe as pernas, aproveitando o momento para urinar para dentro das suas cavidades oculares." será uma expressão mais apropriada.
Também me parece que a contínua utilização da palavra "reconstruir" não abona muito a favor dos jornalistas do nosso país (e do mundo). Será possível que nenhum jornalista tenha visto como era o Haiti antes do terramoto?
CP
terça-feira, janeiro 19, 2010
quarta-feira, janeiro 13, 2010
sábado, janeiro 09, 2010
quarta-feira, janeiro 06, 2010
Portugalidade
"Queijo flamengo. Tipicamente português".
Serei eu o único a notar a contradição aqui?
ML
Serei eu o único a notar a contradição aqui?
ML
terça-feira, janeiro 05, 2010
terça-feira, dezembro 15, 2009
Watercolors and Marraquexe (Parte I)
- Após 10 horas num aeroporto (conseguimos levar 14 horas de Lisboa a Marraquexe) posso afirmar, com alguma certeza, que o aeroporto de Casablanca é o pior de todos os aeroportos do mundo. Se bem que ao fim da 13ª hora uma pessoa já quase se sente em casa. Isto partindo do princípio que vivem junto a uma fábrica de celulose.
- No aeroporto de Casablanca para se ser polícia é essencial cumprir uma regra: existir. Depois basta estar lá e escolher qual a melhor posição: sentado ou de pé.
- Os polícias do aeroporto de Casablanca desprezam as mulheres mas julgo ter encontrado uma explicação simples para que esse fenómeno quando reparei que dois polícias se aninhavam um ao outro e davam beijinhos enquanto efectuavam o seu árduo trabalho de estar sentado a contemplar o infinito.
- Todos os familiares e parentes distantes do Rei devem trabalhar nos múltiplos check-points do aeroporto de Casablanca e Marraquexe mas, pelo que pude apurar, é obrigatório ser-se totalmente incompetente, o que me leva a pensar que haverá muita consanguinidade à mistura e que pelo menos na geração de criaturas acéfalas e semi-acéfalas, este é um povo que se saiu espectacularmente bem. À saída de Marraquexe, por exemplo, após uma longa e penosa conversa com o oficial do guichet sobre o que estava a fazer em Marraquexe, o que ia fazer em Casablanca e o que era Lisboa, carimbaram "Entrada" no passaporte mesmo ao lado do outro carimbo que dizia, adivinhem só, "Entrada". Estupidamente achei, juntamente com alguns colegas, que o ofcial, depois de tanta conversa, saberia o que estava a fazer e não olhei para o passaporte até chegar ao meu destino. Com isto iam-nos tramando quando, já em Casablanca, tentámos embarcar finalmente no avião para Lisboa. Felizmente pelos lados de Casablanca, como penso já ter ficado abundantemente claro, os polícias têm mais que fazer (coçar a micose deveria ser instituído como o desporto oficial) e deixam passar tudo e todos sem grandes problemas.
- Aprendi que trabalhar com um detector de metais até é fácil, basta seguir duas instruções simples que me fizeram lembrar as regras do fight club: 1 - se o detector não apitar, devemos deixar passar a pessoa; 2 - se o detector apitar, devemos deixar passar a pessoa.
- A todos os interessados faço saber que: se todos urinarmos contra uma parede (ou várias), durante alguns anos, é possível fazer com que todo o prédio, e consequentemente a cidade, ganhe um impressionante cheiro a urina.
- Em Marraquexe, quando não há quartos suficientes, os gerentes das Riads (os hotéis lá do sítio) não se preocupam. Para quê perder clientes quando se pode colocar uma tenda com o ar condicionado no máximo no terraço? Honestamente, assim à primeira, até parece fixe, isto até reparares que estás numa tenda num terraço!
- Não há qualquer espécie de pudores ambientais em Marraquexe. De modo a fazer face à não existência de caixotes do lixo o povo de Marraquexe desenvolveu a prática solução de amontoar o lixo, basicamente, onde calhar, sendo este habitualmente deixado em pequenos montinhos à porta das casas ou no meio da rua ou no meio da estrada ou no canto da estrada ou no centro dos passeios ou até dentro de casa. Suponho que a inspiração deve ter sido a observação de um pássaro a defecar livremente onde lhe apeteceu.
- Regatear preços é interessante e giro. Isto até se regressar a casa e dar conta que se acabou de comprar um objecto que poderia ter sido adquirido, sem berreiro, nos chineses da esquina e a metade do preço. Abro aqui uma excepção aos objectos feito em pele já que nesses conseguem-se realmente preços abaixo do valor que geralmente se vê nas lojas. Mas de qualquer forma não recomendo levar muito dinheiro já que a tentação de o gastar em "bons negócios" é tremenda. Diria que é equiparável ao desejo de abandonar rapidamente o local.
- Ser apalpado por um Sr. polícia é uma experiência que nunca vou esquecer. E os meus testículos também não.
- Voar na Royal Air Marroco é como experienciar o ataque a Pearl Harbour. Dentro de um avião nipónico.
CP
quarta-feira, dezembro 02, 2009
Old people are funny (I)
Ver um idoso comer uma sandes é como assistir a uma luta pela sobrevivência. É algo digno de um programa especial na National Geographic ou no Discovery Channel.
CP
CP
sexta-feira, outubro 16, 2009
Novas regras. Velhos hábitos.
Entram hoje em vigor as novas regras para os créditos a habitação. Fundamentalmente obrigam os bancos a fazer algo que até aqui não faziam (passam a ter que apresentar a Taxa Anual Efectiva Revista (TAER) nas simulações de crédito à habitação sempre que seja proposto ao cliente uma redução de spread à custa da aquisição ou adesão de outros produtos, por exemplo) e a não fazerem o que até aqui faziam (subir o spread (margem de lucro dos bancos) em contratos cujo cliente não esteja a cumprir com o pacote de produtos e serviços financeiros combinados, na altura, e que levaram à bonificação daquela taxa).
Promete-se portanto mais transparência. Mas o que dizem os bancos acerca destas novas regras? Que por eles está tudo bem, que estão preparados para as implementar mas que isso terá custos. Custos esses suportados, surpresa das surpresas, pelos consumidores.
Já sei que muita gente vai torcer o nariz a estas declarações dos bancos, vai exclamar, já de punho no ar, como é possível que instituições que têm, ano após ano, lucros astronómicos ainda nos venha com estas conversas dos custos acrescidos e que pena que vamos ter de vos cobrar mais um x por esta maçada toda.
Mas eu pergunto-vos isto: se conhecessem um ladrão famoso, sabem que ele rouba toda a gente e toda a gente sabe quem ele é mas ninguém o pode prender porque, teoricamente, nunca ninguém o apanha a roubar. Agora ele diz-vos, como é simpático e vosso amigo, que vos vai contar com precisão e detalhe como vos rouba. Ficavam espantados que ele vos pedisse dinheiro para o fazer? Não me parece.
A outra maneira de ver isto é a seguinte: na realidade, os bancos limitaram-se a seguir as sábias palavras de Maradona: "Quero é que a chupem!"
Talvez esta segunda opção seja a mais próxima da realidade.
CP
Promete-se portanto mais transparência. Mas o que dizem os bancos acerca destas novas regras? Que por eles está tudo bem, que estão preparados para as implementar mas que isso terá custos. Custos esses suportados, surpresa das surpresas, pelos consumidores.
Já sei que muita gente vai torcer o nariz a estas declarações dos bancos, vai exclamar, já de punho no ar, como é possível que instituições que têm, ano após ano, lucros astronómicos ainda nos venha com estas conversas dos custos acrescidos e que pena que vamos ter de vos cobrar mais um x por esta maçada toda.
Mas eu pergunto-vos isto: se conhecessem um ladrão famoso, sabem que ele rouba toda a gente e toda a gente sabe quem ele é mas ninguém o pode prender porque, teoricamente, nunca ninguém o apanha a roubar. Agora ele diz-vos, como é simpático e vosso amigo, que vos vai contar com precisão e detalhe como vos rouba. Ficavam espantados que ele vos pedisse dinheiro para o fazer? Não me parece.
A outra maneira de ver isto é a seguinte: na realidade, os bancos limitaram-se a seguir as sábias palavras de Maradona: "Quero é que a chupem!"
Talvez esta segunda opção seja a mais próxima da realidade.
CP
sexta-feira, outubro 09, 2009
We have achieved perfection
"Benvindo ao LIDL Xabregas."
Nunca dois topónimos juntos numa frase fizeram tanto sentido.
Nunca dois topónimos juntos numa frase fizeram tanto sentido.
terça-feira, setembro 29, 2009
Cavaco Silva, o comunicado e a mensagem
Palpita-me que Cavaco Silva vai, hoje às 20 horas, comunicar mais uma vez que se vai manter calado. Dizem mal dos blogs (blogues?) mas depois até os imitam, ou não é este "dizer que não se tem nada para dizer" apenas mais uma forma de postar algo a dizer que não se tem nada para postar?
CP
CP
sábado, setembro 26, 2009
O peso
Não, estou em desacordo com essa ideia de «comida pesada» como aquela é de digestão lenta. Pelo contrário, até. A comida pesada é aquela que cai no estômago, faz imediatamente pressão sobre o intestino até sair em convulsões espontâneas.
ML
ML
segunda-feira, setembro 21, 2009
Pobreza Zero - Vamos alimentar esta ideia?
Recebi a seguinte mensagem através do Facebook:
Assunto: ESTA SEMANA!!!!!
23 SETEMBRO - JANTAR SUITE - CASINO ESTORIL
24 SETEMBRO - JANTAR SPOT S.LUIS - CHIADO
25 SETEMBRO - JANTAR KAFFEHAUS - CHIADO
30 SETEMBRO - JANTAR SPOT LISBOA - CASINO ESTORIL
O JANTAR TEM UM MENU DE LUXO!!!!!!!
17 € E 1€ REVERTE A FAVOR DA POBREZA ZERO - CONCEITO URBANO
RESERVAS... DIRECTAMENTE PARA O ESPAÇO!!!
MOBILIZA-TE.... FAZEMOS A DIFERENÇA!!!!!
Sinceramente custa-me descobrir o que acho melhor, se o conceito de organizar jantares "de luxo" contra a pobreza se a emoção com que a Pobreza Zero os anuncia. Cinco pontos de exclamação? Seis pontos de exclamação? Ou vocês gostam muito de jantares ou gostam mesmo muito de pobreza. De pontuação e gramática é que estou quase certo que não gostam lá muito.
E agora uma dica. Para este maravilhoso conceito ser realmente espectacular falta só uma coisinha: convidar famílias inteiras (pobres mas mesmo mesmo pobres, aqueles pobres miseráveis que nas palavras da Luciana Abreu seriam "mesmo cheios de moscas") e obrigá-las a observar os jantares através de umas janelinhas de vidro que serão criadas especialmente para o efeito. As famílias ficarão do lado de fora dos casinos e desta forma evitaremos qualquer contacto com os bondosos participantes deste evento. Imaginam só o burburinho que esta acção vai dar? Depois podem também colocar um enorme letreiro mesmo por cima das famílias a publicitar o evento. Proponho como headline "Coma a pobreza toda." E isto sim será generosidade ao mais alto nível.
CP
Assunto: ESTA SEMANA!!!!!
23 SETEMBRO - JANTAR SUITE - CASINO ESTORIL
24 SETEMBRO - JANTAR SPOT S.LUIS - CHIADO
25 SETEMBRO - JANTAR KAFFEHAUS - CHIADO
30 SETEMBRO - JANTAR SPOT LISBOA - CASINO ESTORIL
O JANTAR TEM UM MENU DE LUXO!!!!!!!
17 € E 1€ REVERTE A FAVOR DA POBREZA ZERO - CONCEITO URBANO
RESERVAS... DIRECTAMENTE PARA O ESPAÇO!!!
MOBILIZA-TE.... FAZEMOS A DIFERENÇA!!!!!
Sinceramente custa-me descobrir o que acho melhor, se o conceito de organizar jantares "de luxo" contra a pobreza se a emoção com que a Pobreza Zero os anuncia. Cinco pontos de exclamação? Seis pontos de exclamação? Ou vocês gostam muito de jantares ou gostam mesmo muito de pobreza. De pontuação e gramática é que estou quase certo que não gostam lá muito.
E agora uma dica. Para este maravilhoso conceito ser realmente espectacular falta só uma coisinha: convidar famílias inteiras (pobres mas mesmo mesmo pobres, aqueles pobres miseráveis que nas palavras da Luciana Abreu seriam "mesmo cheios de moscas") e obrigá-las a observar os jantares através de umas janelinhas de vidro que serão criadas especialmente para o efeito. As famílias ficarão do lado de fora dos casinos e desta forma evitaremos qualquer contacto com os bondosos participantes deste evento. Imaginam só o burburinho que esta acção vai dar? Depois podem também colocar um enorme letreiro mesmo por cima das famílias a publicitar o evento. Proponho como headline "Coma a pobreza toda." E isto sim será generosidade ao mais alto nível.
CP
quinta-feira, setembro 17, 2009
Legislativas 09 (I) - Episódio Portas
Paulo Portas é taxista. Mas serão os taxistas Paulo Portas? Se sim, confesso ter algum receio em andar de taxi.
CP
CP
sexta-feira, setembro 11, 2009
quinta-feira, setembro 10, 2009
O saber não ocupa lugar (III)
Estava a pensar branquear os dentes mas pensei melhor e resolvi bronzear-me.
CP
CP
terça-feira, setembro 08, 2009
Dança
Dizem que os latino-americanos têm a dança no sangue. Pois, eu cá tenho a certeza que o meu sangue tem um monte de porcarias que não servem para nada, porque para dançar? Não. Realmente, não.
ML
sábado, setembro 05, 2009
A chuva
Esta tarde, à saída do mercado, na rua, era o dilúvio. Uma chuva de criar pavor, daquelas que deixam (e deixou) uma pessoa completamente encharcados. E portanto, uma pessoa fica mais ou menos à espera daquele momento que não vai chegar (nem chegou) em que a chuva vai abrandar e, de forma mais ou menos pacífica, uma pessoa poderá deslocar-se, sem molhadelas de maior, até o seu local de residência. Pois, no México, com um furacão a influenciar o clima do país, a chuva não abranda. Aumenta. E isso dá tempo a uma pessoa para ficar a olhar com mais atenção o que se vende ao nosso redor. E nesta ocasião, posso dizer-vos que fiquei surpreendido com a quantidade de CD's que se vendem com mulheres em curtos bikinis, nessa dialéctica da perfeição da voz sã em corpo estupidamente são.
Mas é qualquer coisa que não consigo compreender. Quero dizer, eu até acho que já li em algum lado sobre o tipo de expectativas que pode uma pessoa reunir ao cobiçar uma coisa assim. Porque, convenhamos, é uma caixa demasiado pequena para o cliché de um pedaço de febra a sair dela e as poucas folhas que devem estar agrafadas à capa não vão ser um substituto da playboy. Também não vai sair um génio de lá de dentro que nos vai garantir o desejo que, decerto já sabe de antemão, de materializar a mulher nesse momento. Inclusivamente... quantas, por muito bem batidas que sejam, pode um gajo levar até ao fim só com essa imagem? Valerá a pena o dinheiro? Só com pensar não dá? Quinze euros custa uma punheta hoje em dia?
E com este pensamento inquietante me lancei à chuva e me molhei.
Mas é qualquer coisa que não consigo compreender. Quero dizer, eu até acho que já li em algum lado sobre o tipo de expectativas que pode uma pessoa reunir ao cobiçar uma coisa assim. Porque, convenhamos, é uma caixa demasiado pequena para o cliché de um pedaço de febra a sair dela e as poucas folhas que devem estar agrafadas à capa não vão ser um substituto da playboy. Também não vai sair um génio de lá de dentro que nos vai garantir o desejo que, decerto já sabe de antemão, de materializar a mulher nesse momento. Inclusivamente... quantas, por muito bem batidas que sejam, pode um gajo levar até ao fim só com essa imagem? Valerá a pena o dinheiro? Só com pensar não dá? Quinze euros custa uma punheta hoje em dia?
E com este pensamento inquietante me lancei à chuva e me molhei.
ML
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