Paulo Portas (PP) - Sr. Primeiro Ministro estou indignado com estas atitudes e estes ataques pessoais.
José Sócrates(JS) - Não não. Eu é que estou indignado! Aliás, foi o Sr. que começou ao acusar o governo de ser caloteiro.
PP - Não não.
JS - Sim sim.
PP - Ai foi?
JS - Ai pois foi! Você acusou em primeiro lugar.
PP - Não foi nada e perdi o respeito por si.
JS - Como se eu quisesse saber disso. Nha nha nha nha nhaaa!
PP - Umpf...
(quem quiser ler isto mas com mais letras é só clicar no título)
CP
sexta-feira, fevereiro 29, 2008
Amor
«Um beijo, Fernando. És o amor da minha vida! Amo-te muito!».
Quer dizer, encantado de saber isso, mas não haveria outra forma melhor de exprimir esse saboroso sentimento que no rodapé da Praça da Alegria?
Quer dizer, encantado de saber isso, mas não haveria outra forma melhor de exprimir esse saboroso sentimento que no rodapé da Praça da Alegria?
ML
quarta-feira, fevereiro 27, 2008
Momentos Comoventes
Foi num momento de constatação de vacuidade criativa que me decidi a escrever este post. Quer dizer, este post está no ficheirozinho txt há praí seis meses e o facto de me decidir a postá-lo agora mostra muito do meu estado criativo. Porque, enfim, haveria certamente uma (ou mais) razões para ele não ter visto a luz do dia. Uma delas pode ser o facto de não interessar para nada. Porque eu um dia estava a almoçar com a INCS no Atrium do Saldanha e chegámos à conclusão que seria giro fazer um post sobre Os Cinco Momentos Mais Comoventes da Animação, opinião não partilhada por mais nenhum dos nossos colegas aqui do blog. MAS, como afinal de contas ninguém tem muito para escrever e temos uma legião de groupies para alimentar, cá vai disto:
5.º Depois de passar uma série inteira à procura do seu pai, a jovem inca, Zia, chega a uma aldeia maia apenas para o encontrar ferido de morte na sequência de uma batalha contra os Olmeques e num estádio primário de criação de odores e atracção de moscas. Papacamayo, o pai, morre pouco depois de revelar a Zia e aos seus amigos aventureiros a localização das Cidades de Ouro;

4.º Derrotada, encurralada, capturada, Milady vê-se confiada a Dartanhã para que este execute a sentença de morte proferida contra si pelo assassinato do Duque de Buckingham. Conduzida até um ponto distante do rio para morrer longe de olhares alheios, Milady relata a Dartanhã a história da sua vida, de como foi acusada de bruxaria e marcada pelo ferro, provocando a partir daí a repulsa de qualquer homem que se interessasse por ela e visse a marca. É uma história triste, não tanto pela ignorância popular e justificação do mal na personagem, mas por ficarmos a saber que, basicamente, Milady permaneceu virgem até à madura idade dos seus prováveis 40 anos;

3.º O Marco encontra a mãe. Ou a Heidei encontra... alguém. Para ser franco, eu não me lembro dos episódios, mas toda a gente parece lembrar-se. Eu aqui teria preferido o regresso do Sebastião à sua casa nos Pirinéus franceses, encontrando e salvando a mãe de uma tempestade de neve, mas se este post já é parvo, fazer referências a um desenho animado que mais ninguém se lembra, como o Bel e Sebastião... isso ainda faria menos sentido;

2.º Nunca se viu claramente o que se passou. O plano (ou o desenho) é visto de longe. Só se vê o Matias, o pai adoptivo da Ana dos Cabelos Ruivos, a agarrar o coração e cair sobre a terr
a. Numa série onde toda a gente queria ver a Marília a ser atropelada por uma carruagem, a morte do Matias surgiu como uma grave injustiça;
1.º David, o Gnomo, e esposa, cujo nome me escapa totalmente (convencionemos, portanto, que é «a Gnoma»), traçando, deste modo, as fronteiras da minha condição geek, convertem-se em árvores. Morreram. Foi triste. Não, a sério, foi mesmo triste. Sem brincadeiras.. não, não chorei.
Mas sei, dentro da minha heterossexualidade, reconhecer um momento comovente.
É uma pena ter de restringir a cinco os momentos comoventes na animação, pois já não se fazem muitos desenhos animados com esta preocupação de sensibilizar a criança. Falta, por esse motivo, momentos de cortar um coração ao meio, como o Misaki a bater com a fronte no poste da baliza para evitar que o Nankatsu sofresse o golo do empate na final do campeonato de juvenis, em «Capitão Tsubasa»; a morte do Chaoz, Ten-Shin-Han, Yamcha, Krilin, Gokuh, Vegeta, enfim, todo o planeta Terra, no «Dragon Ball»... etc, etc.
ML & INCS
5.º Depois de passar uma série inteira à procura do seu pai, a jovem inca, Zia, chega a uma aldeia maia apenas para o encontrar ferido de morte na sequência de uma batalha contra os Olmeques e num estádio primário de criação de odores e atracção de moscas. Papacamayo, o pai, morre pouco depois de revelar a Zia e aos seus amigos aventureiros a localização das Cidades de Ouro;

4.º Derrotada, encurralada, capturada, Milady vê-se confiada a Dartanhã para que este execute a sentença de morte proferida contra si pelo assassinato do Duque de Buckingham. Conduzida até um ponto distante do rio para morrer longe de olhares alheios, Milady relata a Dartanhã a história da sua vida, de como foi acusada de bruxaria e marcada pelo ferro, provocando a partir daí a repulsa de qualquer homem que se interessasse por ela e visse a marca. É uma história triste, não tanto pela ignorância popular e justificação do mal na personagem, mas por ficarmos a saber que, basicamente, Milady permaneceu virgem até à madura idade dos seus prováveis 40 anos;

3.º O Marco encontra a mãe. Ou a Heidei encontra... alguém. Para ser franco, eu não me lembro dos episódios, mas toda a gente parece lembrar-se. Eu aqui teria preferido o regresso do Sebastião à sua casa nos Pirinéus franceses, encontrando e salvando a mãe de uma tempestade de neve, mas se este post já é parvo, fazer referências a um desenho animado que mais ninguém se lembra, como o Bel e Sebastião... isso ainda faria menos sentido;

2.º Nunca se viu claramente o que se passou. O plano (ou o desenho) é visto de longe. Só se vê o Matias, o pai adoptivo da Ana dos Cabelos Ruivos, a agarrar o coração e cair sobre a terr
a. Numa série onde toda a gente queria ver a Marília a ser atropelada por uma carruagem, a morte do Matias surgiu como uma grave injustiça;1.º David, o Gnomo, e esposa, cujo nome me escapa totalmente (convencionemos, portanto, que é «a Gnoma»), traçando, deste modo, as fronteiras da minha condição geek, convertem-se em árvores. Morreram. Foi triste. Não, a sério, foi mesmo triste. Sem brincadeiras.. não, não chorei.
Mas sei, dentro da minha heterossexualidade, reconhecer um momento comovente.É uma pena ter de restringir a cinco os momentos comoventes na animação, pois já não se fazem muitos desenhos animados com esta preocupação de sensibilizar a criança. Falta, por esse motivo, momentos de cortar um coração ao meio, como o Misaki a bater com a fronte no poste da baliza para evitar que o Nankatsu sofresse o golo do empate na final do campeonato de juvenis, em «Capitão Tsubasa»; a morte do Chaoz, Ten-Shin-Han, Yamcha, Krilin, Gokuh, Vegeta, enfim, todo o planeta Terra, no «Dragon Ball»... etc, etc.
ML & INCS
sábado, fevereiro 23, 2008
Favaios
quinta-feira, fevereiro 21, 2008
Poder e Saber
sábado, fevereiro 09, 2008
Great American Glories (VI)
Bom, agora que já estreou o filme John Rambo, vulgo Rambo IV, penso que já posso publicar este post, que está assim em potência desde que saiu o trailer.
Então, parece que neste filme o Rambo tem de ir salvar uma missionária cristã que foi capturada pelo exército da Birmânia (ou Burma, em inglês). Ora, e o que é isto tem de especial? Ou, mais ainda: o que é que isto tem de especial para estar nesta categoria dedicada às pérolas da cinematografia norte-americana? Pois bem, os poucos de vós que admitirem que não sabem exactamente onde fica a Birmânia, procurem no mapa entre a Tailândia e um pedaço da Índia. Estão a ver? Não estão, pois não? Isso é porque NÃO ESTÁ LÁ! A Birmânia agora chama-se Myanmar! Chamar Birmânia a Myanmar é o mesmo que chamar Ceilão ao Sri Lanka! Sião à Tailândia! Zaire à República Democrática do Congo! República do Alto Volta ao Burkina Faso!!!
....
Ninguém quer saber, pois não?
ML
Então, parece que neste filme o Rambo tem de ir salvar uma missionária cristã que foi capturada pelo exército da Birmânia (ou Burma, em inglês). Ora, e o que é isto tem de especial? Ou, mais ainda: o que é que isto tem de especial para estar nesta categoria dedicada às pérolas da cinematografia norte-americana? Pois bem, os poucos de vós que admitirem que não sabem exactamente onde fica a Birmânia, procurem no mapa entre a Tailândia e um pedaço da Índia. Estão a ver? Não estão, pois não? Isso é porque NÃO ESTÁ LÁ! A Birmânia agora chama-se Myanmar! Chamar Birmânia a Myanmar é o mesmo que chamar Ceilão ao Sri Lanka! Sião à Tailândia! Zaire à República Democrática do Congo! República do Alto Volta ao Burkina Faso!!!
....
Ninguém quer saber, pois não?
ML
sábado, janeiro 26, 2008
Caridade
Confesso que raramente consigo ter dinheiro suficiente para doar algum a instituições, projectos ou causas com as quais simpatizo. É uma triste realidade aliada ao facto de serem tantas as instituições, causas e projectos que se fosse entregar dinheiro a cada uma, certamente teria eu de criar uma instituição(zinha) para poder comer alguma coisa. Mas tudo isto mudou. A mudança começou há já algum tempo, concretamente desde que comecei a reparar no estado das casas de banho masculinas existentes pelo nosso país fora e mesmo nas casas de banho além fronteiras. Refiro-me ao estado caótico que inevitavelmente encontro sempre que necessito de urinar ou até mesmo perder algum tempo sentado (ou quase) nas latrinas espalhadas por esse mundo fora. Poupo-vos os detalhes mas de modo a proporcionar-vos uma breve imagem peço-vos que imaginem o que seria colocar uma daquelas mangueiras rotativas de jardim num espaço bastante limitado e ligar a água. Ok. Agora em vez de água imaginem que é urina. Nojento não é? Mesmo aqueles poucos que não estão a ver do que é que estou a falar porque não fazem ideia do que é uma mangueira, um jardim ou o que é urina (e neste caso recomendo-vos que consultem o vosso médico de família) suponho que já viram, uma vez ou outra, o estado em que se encontram as casas de banho masculinas. Até aqueles que nunca as viram (principalmente as meninas) tenho a certeza que sabem do que falo pois a fama deste estado simplesmente grotesco das nossas casas de banho é sobejamente conhecido, nem que seja através de mitos urbanos apenas comparáveis aos existentes sobre lojas de chineses. Ou então através da famosa cena da casa de banho do filme Trainspotting.
Enfim, depois de ter ganho consciência do estado de coisas foi-me impossível permanecer impávido e sereno enquanto os meus semelhantes sofrem desta maneira. A escolha então tornou-se simples e imediata: irei doar o meu dinheiro ao combate a doença de Parkinson.
CP
Enfim, depois de ter ganho consciência do estado de coisas foi-me impossível permanecer impávido e sereno enquanto os meus semelhantes sofrem desta maneira. A escolha então tornou-se simples e imediata: irei doar o meu dinheiro ao combate a doença de Parkinson.
CP
quinta-feira, janeiro 24, 2008
Diário de Alfredo (V)
Segunda-Feira,
Ainda deprimido. Segue-se um excerto da conversa telefónica com o Raul.
-Então Alfredo que fizeste ontem à noite para não poderes sair com a malta?
-Nada de especial. Sai com a Raquel.
-Com a Raquel? Ui. Que andaram a fazer?
-Nada. Fomos só dar uma volta e pronto, já sabes como é, eu falo sempre demais e acabei por entrar na típica conversa do "mas porque é que não estamos juntos?" e tal.
-Mano mas será que tu não aprendes? E ela?
-Bem, ela resolveu demonstrar-me porque é que já não estamos juntos.
-Discutiram?
-Não. Fomos para a cama. Fiquei esclarecido. Nunca mais volto a tocar no assunto.
CP
Ainda deprimido. Segue-se um excerto da conversa telefónica com o Raul.
-Então Alfredo que fizeste ontem à noite para não poderes sair com a malta?
-Nada de especial. Sai com a Raquel.
-Com a Raquel? Ui. Que andaram a fazer?
-Nada. Fomos só dar uma volta e pronto, já sabes como é, eu falo sempre demais e acabei por entrar na típica conversa do "mas porque é que não estamos juntos?" e tal.
-Mano mas será que tu não aprendes? E ela?
-Bem, ela resolveu demonstrar-me porque é que já não estamos juntos.
-Discutiram?
-Não. Fomos para a cama. Fiquei esclarecido. Nunca mais volto a tocar no assunto.
CP
segunda-feira, janeiro 14, 2008
Cruzes
-Tenho informações actualizadas.
-A fonte? É legítima?
-Sim, Senhor. A minha fonte garantiu-me que os islamitas que ameaçaram o Inter de Milão por causa da cruz que colocaram no uniforme comemorativo dos seus 100 anos de existência no jogo contra o Fenerbhaçe, da Turquia, são a sério.
-Bom. E quanto ao resto?
-A minha fonte também me garantiu que seria fácil recrutá-los, Senhor.
-Muito bem. Entre em contacto com eles. Diga-lhes que preciso urgentemente dos serviços deles na Anadia.
-Sim, Senhor Primeiro-Ministro.
ML
-A fonte? É legítima?
-Sim, Senhor. A minha fonte garantiu-me que os islamitas que ameaçaram o Inter de Milão por causa da cruz que colocaram no uniforme comemorativo dos seus 100 anos de existência no jogo contra o Fenerbhaçe, da Turquia, são a sério.
-Bom. E quanto ao resto?
-A minha fonte também me garantiu que seria fácil recrutá-los, Senhor.
-Muito bem. Entre em contacto com eles. Diga-lhes que preciso urgentemente dos serviços deles na Anadia.
-Sim, Senhor Primeiro-Ministro.
ML
quinta-feira, janeiro 10, 2008
Diário de Alfredo (IV)
Encontrei-me no outro dia com o meu irmão. A ocasião não era particularmente agradável mas o mais triste foi dar-me conta de que o nosso problema de comunicação ainda persiste, já que ele se recusou a dirigir-me uma palavra que fosse durante toda a cerimónia. Depois retirou-se, sendo enterrado num enorme caixão de mogno castanho forrado de cetim bordeux e com acabamentos em prata. Continua a querer fazer-me inveja e a mostrar que é melhor que eu. E consegue.
CP
terça-feira, janeiro 08, 2008
Formas Luso
"Com fibras solúveis que ocupam o estômago"
Fico com curiosidade em saber até onde a humanidade irá evoluir, se já, no tecnologicamente humilde, século XXI, uns meros 6000 anos depois do aparecimento da escrita, já descobrimos como fazer a água ocupar-nos o estômago.
HS
Fico com curiosidade em saber até onde a humanidade irá evoluir, se já, no tecnologicamente humilde, século XXI, uns meros 6000 anos depois do aparecimento da escrita, já descobrimos como fazer a água ocupar-nos o estômago.
HS
domingo, janeiro 06, 2008
Partida
ML says:
- Olha que sorte! Das duas únicas pessoas que ainda estão no msn a esta hora, está justamente aquela com quem eu queria falar!
Pessoa de identidade ocultada para a proteger da infâmia says:
- Ai é? Querias falar comigo?
ML says:
- Na verdade, não. Mas queria partilhar isto contigo, na mesma.
(Risos)
Clássico. Vil. Mas clássico...
ML
- Olha que sorte! Das duas únicas pessoas que ainda estão no msn a esta hora, está justamente aquela com quem eu queria falar!
Pessoa de identidade ocultada para a proteger da infâmia says:
- Ai é? Querias falar comigo?
ML says:
- Na verdade, não. Mas queria partilhar isto contigo, na mesma.
(Risos)
Clássico. Vil. Mas clássico...
ML
quarta-feira, janeiro 02, 2008
Perdidos & Achados
Não percebo porquê que as pessoas se espantam tanto quando encontram algo que perderam, exactamente no último sítio em que procuraram.
Não seria um bocado parvo continuar à procura de algo que já se encontrou?
CP
Não seria um bocado parvo continuar à procura de algo que já se encontrou?
domingo, dezembro 30, 2007
Vivíssimas
«Sapateira viva a 4,98 €. Só no... Pingo Doce».
Eu cá não sei... tão quietinhas umas em cima das outras... ou são muita bem ensinadas ou não nos morderem quando as agarramos quer dizer alguma coisa...
ML
Eu cá não sei... tão quietinhas umas em cima das outras... ou são muita bem ensinadas ou não nos morderem quando as agarramos quer dizer alguma coisa...
ML
sexta-feira, dezembro 28, 2007
Futurologia
Algumas pessoas estão vários anos, quiçá décadas, à frente do seu tempo e, por isso, conseguem prever, com um razoável grau de exactidão, o que nos espera, seja a nível político, social, científico. Eu sou uma dessas pessoas. Por exemplo, eu consigo prever que dentro de uns cinco anos, os distribuidores dos jornais diários grátis que trabalham na mesma zona entrarão em rixas sangrentas uns com os outros pela definição dos seus espaços próprios. Entrecampos tornar-se-á uma zona de guerra e os automóveis recearão aceitar jornais de cada um dos lados, com medo de represálias. Os distribuidores de jornais diários grátis passarão a dominar uma alargada clientela e crescerão em poder e não me espantaria que o honesto proprietário de um veículo residente no Algueirão acordasse um dia com os tomates dentro de um copo com água por ter aceite o jornal errado num semáforo da Avenida dos EUA.
É preciso acabar com a imprensa grátis antes que os distribuidores de jornais diários grátis passem a controlar o nosso bairro!! Cidadãos, uni-vos! Dêem-lhes uma sova!
É preciso acabar com a imprensa grátis antes que os distribuidores de jornais diários grátis passem a controlar o nosso bairro!! Cidadãos, uni-vos! Dêem-lhes uma sova!
ML
Eu gostava tanto de ter os recursos para fazer este post em vídeo... Contribuições, anyone?
segunda-feira, dezembro 24, 2007
Mensagens
Caro 96******* (Omite número para proteger identidade do visado),
Gostaria de aproveitar esta ocasião para te agradecer o facto de, apesar de eu não fazer a mais leve ideia acerca da tua identidade, teres sentido em mim uma pessoa suficientemente especial para me enviares uma mensagem com «Desejos de um feliz e santo natal», ponto final. Oh, não te iludas. Eu sei que é uma mensagem genérica, desprovida de personalidade e válida para qualquer pessoa de Vila Nova da Cerveira a Viqueque (é em Timor, inculto!). Mas eu penso nas coisas desta maneira: considerando que deve andar já pelos nove meses aquele fatídico episódio de bicicleta que me fez perder o meu antigo telemóvel (e a maioria dos meus números com ele), o facto de não nos falarmos durante o tempo que se demora a parir uma criança e ainda assim ser merecedor de uma mensagem tua é, para mim, uma honra. Mesmo que seja, pronto, no escalão mais baixo das mensagens.
Ou seja, temos as personalizadas; as mensagens feitas que, num acesso temporário de mau gosto, ainda se vão mandando a quem se gosta; e depois temos a mensagem estrutural, desprovida de outros elementos que os fundamentais dedicados às festividades e que se envia, enfim, ao gado. Mas mesmo o gado povino [não foi inteligente? Vem de povo --> povino, fui eu que inventei =)] contém em si um certo sentimento de simpatia ou afabilidade como para justificar o envio da mensagem. E isso é bonito porque, apesar de, claramente, eu ser uma pessoa totalmente supérflua na tua vida e tu na minha, entendeste por bem gastar dinheiro com uma mensagem inútil, que suscita 0 (zero) sentimentos de estima. E, portanto, amigo/a: por mera curiosidade académica no domínio dos fenómenos psicossociais... porquê?
ML
Gostaria de aproveitar esta ocasião para te agradecer o facto de, apesar de eu não fazer a mais leve ideia acerca da tua identidade, teres sentido em mim uma pessoa suficientemente especial para me enviares uma mensagem com «Desejos de um feliz e santo natal», ponto final. Oh, não te iludas. Eu sei que é uma mensagem genérica, desprovida de personalidade e válida para qualquer pessoa de Vila Nova da Cerveira a Viqueque (é em Timor, inculto!). Mas eu penso nas coisas desta maneira: considerando que deve andar já pelos nove meses aquele fatídico episódio de bicicleta que me fez perder o meu antigo telemóvel (e a maioria dos meus números com ele), o facto de não nos falarmos durante o tempo que se demora a parir uma criança e ainda assim ser merecedor de uma mensagem tua é, para mim, uma honra. Mesmo que seja, pronto, no escalão mais baixo das mensagens.
Ou seja, temos as personalizadas; as mensagens feitas que, num acesso temporário de mau gosto, ainda se vão mandando a quem se gosta; e depois temos a mensagem estrutural, desprovida de outros elementos que os fundamentais dedicados às festividades e que se envia, enfim, ao gado. Mas mesmo o gado povino [não foi inteligente? Vem de povo --> povino, fui eu que inventei =)] contém em si um certo sentimento de simpatia ou afabilidade como para justificar o envio da mensagem. E isso é bonito porque, apesar de, claramente, eu ser uma pessoa totalmente supérflua na tua vida e tu na minha, entendeste por bem gastar dinheiro com uma mensagem inútil, que suscita 0 (zero) sentimentos de estima. E, portanto, amigo/a: por mera curiosidade académica no domínio dos fenómenos psicossociais... porquê?
ML
segunda-feira, dezembro 17, 2007
Mensagem
Como já devem ter reparado isto (o blog) tem andado um bocado parado apesar do esforço hercúleo de ML.
Assim sendo a partir de hoje este blog irá sofrer uma (mais uma) remodelação com o intuito de facilitar a vida aos que ainda por cá fazem questão de parar nem que seja para reler os mais de 700 posts que cobrem as paredes.
Assim sendo não se admirem se a estética aqui da casa mudar um bocado.
Entretanto além de continaurem a passar aqui pelo estaminé, recomendo que visitem um outro blog que ao fim de um ano de pausa reabriu: Peter of Pan
Vale a pena e é soberbamente escrito pelo Eterno Entorno.
Até breve
PS: Também nos podem encontrar no programa Posta@Posta da Jornalismo Porto Rádio.
Quem ainda não conhece vale a pena seguir este link: Posta@Posta
Assim sendo a partir de hoje este blog irá sofrer uma (mais uma) remodelação com o intuito de facilitar a vida aos que ainda por cá fazem questão de parar nem que seja para reler os mais de 700 posts que cobrem as paredes.
Assim sendo não se admirem se a estética aqui da casa mudar um bocado.
Entretanto além de continaurem a passar aqui pelo estaminé, recomendo que visitem um outro blog que ao fim de um ano de pausa reabriu: Peter of Pan
Vale a pena e é soberbamente escrito pelo Eterno Entorno.
Até breve
PS: Também nos podem encontrar no programa Posta@Posta da Jornalismo Porto Rádio.
Quem ainda não conhece vale a pena seguir este link: Posta@Posta
terça-feira, dezembro 11, 2007
segunda-feira, dezembro 03, 2007
O apóstrofo e o apóstolo e um tiro na cabeça
Bom, vamos lá ver uma coisa. Eu não condeno as pessoas por fazerem FW's. Como jovem bem endoutrinado na cultura católica da culpa, eu próprio padeço dessa inabalável convicção que, se não enviar um FW que ache legitimamente engraçado para encher de cor os dias cinzentos dos meus amigos, estarei a contribuir para desagregar uma comunidade de amizade construída ao longo de vários anos (reparem como em quatro ou cinco linhas de texto se consegue dizer praticamente nada). Mas isto tudo para dizer que não condeno os FW's e que estes desempenham uma função social importante. Dito isto, porque o último grito dos FW's parece ser o que corre nas minhas sinapses como «a piada do apóstrofo», e porque há claramente demasiadas pessoas com sentimentos de culpa... por favor... PAREM de me enviar a «piada do apóstrofo»... Já é a quinta vez que recebo isso...

ML
Ao publicar a piada neste blog faço, inegavelmente, um serviço social, porque ao vê-la aqui, deixarão as pessoas de fazer FW's disto. Porque o nosso blog é bwé visitado. Ou bué. Não sou linguista.
quinta-feira, novembro 29, 2007
quinta-feira, novembro 22, 2007
Escolhas difíceis

Ao deparar-me com esta preciosidade, o que ainda há em mim de adolescente quis carregar no pedal e entrar pela porta da casa adentro a 70 km/h. O que, lamentavelmente, há em mim de adulto reconheceu que não haveria seguro em lado nenhum que apoiasse a minha decisão de culpar a Câmara Municipal de Lisboa e de pagar os danos do meu carro. E do prédio. :(
ML
segunda-feira, novembro 19, 2007
Lei fundamental do condomínio
"Tudo o que disseres poderá e será utilizado contra ti em Assembleia Geral de Condóminos"
ML
ML
quarta-feira, novembro 07, 2007
Dirty Little Posts (II)
Não gosto quando dizem que tenho um Humor Negro. Para já, eu não sou racista! E o meu humor é insultuoso e execrável independentemente da cor dos visados.
Cara de Pau
Cara de Pau
terça-feira, novembro 06, 2007
quinta-feira, novembro 01, 2007
Problemas técnicos
Não consigo deixar de pensar na facilidade com que é possível a alguém enjeitar todo o tipo de responsabilidades na prestação de serviços. «Pedimos desculpa pelo incómodo, mas por dificuldades técnicas alheias ao Metropolitano, a circulação na linha amarela encontra-se interrompida». E as pessoas reclamam, mas aceitam. Pobrezinho do Metro, quem lá trabalha não tem culpa se o sistema atrofiou... ou não fosse o Metro uma enorme estrutura técnica, por isso, exceptuando casos de gente cujo maior sonho é ser um porco no churrasco cortado às postas, que outro tipo de dificuldades poderiam existir alheias ao Metropolitano?! O mesmo são certos sites. «We're sorry, due to technical problems...etc». É um problema de sistema, por isso passa.
Acho que vou começar a alegar o mesmo tipo de problemas junto dos meus superiores. «Peço imensa desculpa, mas devido a dificuldades técnicas no processamento do sistema neurológico, foi-me absolutamente impossível terminar a tarefa a tempo»; ou «lamento informar que, por problemas alheios à vontade e ao querer do executor, derivados de um sobreaquecimento do sistema cognitivo induzido pela ingestão massiva de substâncias psicotrópicas e outras retardadoras da capacidade de resposta do Sistema Nervoso Central, bem como por um atraso imprevisto na terminação das actividades motoras após ter chegado a casa, o relatório não pôde ser concluído. Mais, informo que dificuldades de contacto decorrentes desse sobreaquecimento irão dificultar o processamento de dados durante o dia de hoje. Mas amanhã, certamente, terei tudo pronto, chefe!»
Acho que vou começar a alegar o mesmo tipo de problemas junto dos meus superiores. «Peço imensa desculpa, mas devido a dificuldades técnicas no processamento do sistema neurológico, foi-me absolutamente impossível terminar a tarefa a tempo»; ou «lamento informar que, por problemas alheios à vontade e ao querer do executor, derivados de um sobreaquecimento do sistema cognitivo induzido pela ingestão massiva de substâncias psicotrópicas e outras retardadoras da capacidade de resposta do Sistema Nervoso Central, bem como por um atraso imprevisto na terminação das actividades motoras após ter chegado a casa, o relatório não pôde ser concluído. Mais, informo que dificuldades de contacto decorrentes desse sobreaquecimento irão dificultar o processamento de dados durante o dia de hoje. Mas amanhã, certamente, terei tudo pronto, chefe!»
ML
sábado, outubro 27, 2007
Empregos e trabalhos II
- Estou tão farta de aturar gente doente! É só gente doente à minha volta.
- Talvez tenha sido uma má ideia teres tirado enfermagem então.
CP
- Talvez tenha sido uma má ideia teres tirado enfermagem então.
CP
quarta-feira, outubro 24, 2007
Empregos e trabalhos
- Farto-me de trabalhar e ganho menos do que uma empregada doméstica!
- Despede-te e vai ser empregada doméstica.
CP
- Despede-te e vai ser empregada doméstica.
CP
sábado, outubro 13, 2007
Auto-esclarecimento
Acho que não há muita coisa mais pessoal que uma viagem sozinho pela estrada fora. Só nós, o carro e a estrada. É íntimo. Apela à reflexão. Foi no decurso de uma tal experiência mística que atingi o conhecimento de quão ténue é a linha entre uma ultrapassagem e a circulação em contra-mão.
ML
ML
segunda-feira, outubro 08, 2007
Eu quero, eu quero um elmo da salvação!!!
Deixem-me que vos diga: esta não é a primeira versão deste post. Inicialmente, a ideia era gozar com um jogo de vídeo para PC, para que me chamou a atenção o cafigon. Vou deixar o link para regozijo dos leitores.
ML
Eu já achava incrível que o conceito de um super-herói chamado Bibleman -- 'pera, vamos falar como deve ser -- eu já achava incrível que o conceito de um super-herói chamado Homem-Bíblia, com a sua parceira, a Rapariga-Bíblia (Biblegirl), contra o Protestador Louco (Whacky Protester) pudesse vender. Isto é tão atrozmente conservador que, parafraseando o meu amigo cafigon «não sei bem o que sinto, se estou incomodado ou se me apetece morrer a rir». Mas isso foi antes de saber que o tema incluía livros e não um, mas dois espectáculos televisivos (é verdade, houve um spin-off). É claro que tive de ver o trailer da série. E realmente, ainda bem que pude ser agraciado com tal demonstração de heroísmo evangélico, porque pude compreender a amplitude do meu engano e que não é um programa conservador. É simplesmente mau...
ML
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