"O meu riso é, sei lá 'tás a ver? É assim espontâneo. Tipo a combustão 'tás a ver?"
CP
sexta-feira, maio 05, 2006
quinta-feira, maio 04, 2006
Great American Glories (II)
Devo confessar que a primeira vez que fiz um post com este título pensei como seria interessante fazer disto uma rubrica, ao mesmo tempo que lamentava a minha falta de tempo para pesquisar sobre fenómenos geniais da cultura americana. Hoje, na mesma fonte de inspiração desse meu post anterior, a RTP Memória, encontrei finalmente outra pérola da produção televisiva americana - Mission: Impossible!
E a minha questão é: como é que se explica, num episódio que teoricamente se passa num pequeno país afecto à URSS, de regime comunista, portanto algures na Europa do Leste, anos 70, que entre a população filmada nas ruas se encontrem tantos elementos de origens africanas e/ou mestiças?

ML
E a minha questão é: como é que se explica, num episódio que teoricamente se passa num pequeno país afecto à URSS, de regime comunista, portanto algures na Europa do Leste, anos 70, que entre a população filmada nas ruas se encontrem tantos elementos de origens africanas e/ou mestiças?

ML
Hit 'em!
Am I vulgar?
Very well then I am vulgar.
(Carapaus is large, it contains multitudes)
Song of Carapaus, 2006
Very well then I am vulgar.
(Carapaus is large, it contains multitudes)
Song of Carapaus, 2006
quarta-feira, maio 03, 2006
E que actividades...
O que o ML quis dizer neste esplêndido discurso acerca das finanças do reino é que é uma puta barata na nossa sociedade fiscal.
EV
EV
Outras Actividades
Eu sou um artista. Pessoalmente nunca me tinha apercebido de tal até hoje. E não tem nada a ver com aquilo que faço aqui para este Blog, que é, para alguns sectores mais condescendentes e afáveis da sociedade [designadamente, a minha família e amigos], entreter por via de humor, logo, ser um artista.
Não, o eu ser um artista tem que ver com aquilo que faço no «Mundo Real». O «Mundo Real», para os mais desatentos, é aquele espaço composto de obrigações e responsabilidades (amiúde fiscais) para com uma estrutura que nos habituamos a odiar desde que os primeiros rasgos de iluminação atingem as nossas consciências entorpecidas por muita PS2, muita X-Box ou, no meu tempo, muito Super-Nintendo e Mega-Drive: para os que se perderam no meio desta incrivelmente extensa, agora tornada ainda desnecessariamente mais longa frase, a estrutura em causa é o Estado.
E o Estado, na sua vertente fiscal, é precisamente aquilo que me traz aqui hoje. Porque, companheiros, eu desempenho uma função social que tradicionalmente é considerada edificante, nobre, entre outros adjectivos invejáveis que frequentemente são sinónimos de «desemprego» ou «penúria» ou mesmo o clássico «falta de guito». Mas hoje descobri que o que eu faço é sinónimo ainda de algo mais que não me tinha ocorrido. Eu entretenho: do ponto de vista fiscal eu sou um entertainer. E porquê? Porque sou um investigador. Pomposo, né? Mas, para os devidos efeitos (efeitos fiscais) sou um «outras actividades literárias e artísticas» ao contrário, por exemplo, de outros amigos meus que estavam presentes no momento fundacional da minha actividade tributária e que tiveram direito a ser «engenheiros».
O que faço é uma arte, eu sou um artista. Mas, é claro, como bom artista, artista digno, sou um marginal, como bem se expressa na identificação do meu estatuto fiscal: «outras actividades». Eu portanto sou tributariamente equiparado a tudo quanto são actividades marginais como o serviço de acompanhantes, a prostituição masculina e o travestismo, tudo isto formas indiscutíveis de arte porque, convenhamos, é preciso arte para simular orgasmos repetidos várias vezes numa noite e expressões de surpresa perante a dimensão do membro masculino.
Agora ficava bem uma nota final moralizadora sobre as deficiências de uma sociedade que assim desqualifica os seus teorizadores e pessoas mais preparadas para a pensar e melhorar. Mas não. Eu só queria partilhar com todos vós a recém-obtida consciência de ser um prostituto do qual poderão usufruir a preços competitivos caso o contacto seja feito através deste Blog.
Um muito obrigado a todos,
Não, o eu ser um artista tem que ver com aquilo que faço no «Mundo Real». O «Mundo Real», para os mais desatentos, é aquele espaço composto de obrigações e responsabilidades (amiúde fiscais) para com uma estrutura que nos habituamos a odiar desde que os primeiros rasgos de iluminação atingem as nossas consciências entorpecidas por muita PS2, muita X-Box ou, no meu tempo, muito Super-Nintendo e Mega-Drive: para os que se perderam no meio desta incrivelmente extensa, agora tornada ainda desnecessariamente mais longa frase, a estrutura em causa é o Estado.
E o Estado, na sua vertente fiscal, é precisamente aquilo que me traz aqui hoje. Porque, companheiros, eu desempenho uma função social que tradicionalmente é considerada edificante, nobre, entre outros adjectivos invejáveis que frequentemente são sinónimos de «desemprego» ou «penúria» ou mesmo o clássico «falta de guito». Mas hoje descobri que o que eu faço é sinónimo ainda de algo mais que não me tinha ocorrido. Eu entretenho: do ponto de vista fiscal eu sou um entertainer. E porquê? Porque sou um investigador. Pomposo, né? Mas, para os devidos efeitos (efeitos fiscais) sou um «outras actividades literárias e artísticas» ao contrário, por exemplo, de outros amigos meus que estavam presentes no momento fundacional da minha actividade tributária e que tiveram direito a ser «engenheiros».
O que faço é uma arte, eu sou um artista. Mas, é claro, como bom artista, artista digno, sou um marginal, como bem se expressa na identificação do meu estatuto fiscal: «outras actividades». Eu portanto sou tributariamente equiparado a tudo quanto são actividades marginais como o serviço de acompanhantes, a prostituição masculina e o travestismo, tudo isto formas indiscutíveis de arte porque, convenhamos, é preciso arte para simular orgasmos repetidos várias vezes numa noite e expressões de surpresa perante a dimensão do membro masculino.
Agora ficava bem uma nota final moralizadora sobre as deficiências de uma sociedade que assim desqualifica os seus teorizadores e pessoas mais preparadas para a pensar e melhorar. Mas não. Eu só queria partilhar com todos vós a recém-obtida consciência de ser um prostituto do qual poderão usufruir a preços competitivos caso o contacto seja feito através deste Blog.
Um muito obrigado a todos,
ML
terça-feira, maio 02, 2006
Carapaus com Chantilly Transportes
Caro senhor passageiro:
Para sua segurança, quando viajar nos autocarros "CcC Transportes" em pé (ou sentado) é favor segurar-se bem, na eventualidade do motorista ter que fazer acelerações, curvas, mudanças de faixa ou travagens bruscas a cada 10 segundos.
A CcC Transportes anuncia também com prazer a renovação da sua frota, graças ao novo investidor, Pastilhas Anti-Enjoo Martinez (subsidiária da produtora dos Molhos Gonzales)
HS
Para sua segurança, quando viajar nos autocarros "CcC Transportes" em pé (ou sentado) é favor segurar-se bem, na eventualidade do motorista ter que fazer acelerações, curvas, mudanças de faixa ou travagens bruscas a cada 10 segundos.
A CcC Transportes anuncia também com prazer a renovação da sua frota, graças ao novo investidor, Pastilhas Anti-Enjoo Martinez (subsidiária da produtora dos Molhos Gonzales)
HS
domingo, abril 30, 2006
sábado, abril 29, 2006
Personalidade do Mês
Este foi um mês importante, comemorou-se novamente o 25 de Abril, descobrimos que teremos de trabalhar literalmente até estarmos no caixão, o preço da gasolina voltou a subir, os deputados disseram de um modo estranho (suponho que seja o único que conhecem) que trabalham demasiado e precisam de mais tempo de lazer, Cavaco Silva fez o seu discurso "morninho" para agradar a gregos e troianos e o Carapaus com Chantilly tornou-se um fenómeno. Perante momentos tão significativos para a História desta valorosa nação, o Carapaus com Chantilly considerou apropriado eleger a personalidade do mês.
Senhoras e Senhores, amigos e amigas, familiares, estimados leitores do Blog, é com orgulho que os membros-colaboradores-fundadores, por unanimidade de apenas duas pessoas (porque as restantes não foram consultadas, mas aqui deixamos as suas firmas por elas), entendem ser a Personalidade do Mês de Abril de 2006... HS!
O Carapaus com Chantilly mantém em actividade permanente uma Comissão de Investigação destinada à redacção da História do Blog formada por ML. Após aturada análise das visitas deste mês, notámos que um dia se destacou entre os demais. 26 de Abril. Meus amigos: duzentas e tal visitas! E tal!!! É caso para dizer: moss! E o que aconteceu a 26 de Abril? De acordo com teorias holísticas que dizem que a História se faz da interrelação de vários fenómenos uma pessoa desatenta diria: O Nuno Markl suspendeu o Blog dele: consequentemente as pessoas não têm mais remédio que ler os Carapaus. Mas não! Meus amigos! HS fez um post!
HS postou e, de Boca em Boca, lá foi a mensagem circulando pelos blogs deste Portugal! Duzentas e tal visitas! Caraças! O momento áureo do Blog até ao presente! HS é ao presente considerado pelos seus colegas como o Salvador do Blog e será alvo de uma cerimónia pública semi-privada onde lhe será atribuída a medalha do Carapau de Honra. Estejam atentos, pois a cobertura de dito evento estará disponível neste Blog ou nas Sardinhas em Castelo, conforme o CP lhe apeteça ou não cobrir (não literalmente) o HS e o seu Carapau de Honra.
HS. Amigo. Queremos-te muito.
Senhoras e Senhores, amigos e amigas, familiares, estimados leitores do Blog, é com orgulho que os membros-colaboradores-fundadores, por unanimidade de apenas duas pessoas (porque as restantes não foram consultadas, mas aqui deixamos as suas firmas por elas), entendem ser a Personalidade do Mês de Abril de 2006... HS!
O Carapaus com Chantilly mantém em actividade permanente uma Comissão de Investigação destinada à redacção da História do Blog formada por ML. Após aturada análise das visitas deste mês, notámos que um dia se destacou entre os demais. 26 de Abril. Meus amigos: duzentas e tal visitas! E tal!!! É caso para dizer: moss! E o que aconteceu a 26 de Abril? De acordo com teorias holísticas que dizem que a História se faz da interrelação de vários fenómenos uma pessoa desatenta diria: O Nuno Markl suspendeu o Blog dele: consequentemente as pessoas não têm mais remédio que ler os Carapaus. Mas não! Meus amigos! HS fez um post!
HS postou e, de Boca em Boca, lá foi a mensagem circulando pelos blogs deste Portugal! Duzentas e tal visitas! Caraças! O momento áureo do Blog até ao presente! HS é ao presente considerado pelos seus colegas como o Salvador do Blog e será alvo de uma cerimónia pública semi-privada onde lhe será atribuída a medalha do Carapau de Honra. Estejam atentos, pois a cobertura de dito evento estará disponível neste Blog ou nas Sardinhas em Castelo, conforme o CP lhe apeteça ou não cobrir (não literalmente) o HS e o seu Carapau de Honra.
HS. Amigo. Queremos-te muito.
CP,ML,EV,INCS,GD
quinta-feira, abril 27, 2006
Afinal ainda não acabou!
Tinha acabado de escrever o último post, pensando eu com os meus botões da t-shirt que não havia maneira de superar esta notícia, quando oiço que os nossos senhores ministros estão a propor que se façam menos reuniões de modo a elevar o nível de comparência. Suponho que queiram fazer isto para combater o absentismo e as vergonhas que desse fenómeno derivam.
Desta vez não podia estar mais de acordo! Para mais proponho o seguinte que confesso ser o meu sonho desde criança e aviso desde já que esta proposta é feita em nome das gerações futuras visto eu não ser (para já) directamente afectado: senhores ministros, membros do governo, senhor presidente, a minha proposta é simples (pode ser inserida no Simplex portanto) e vai ao encontro da vossa proposta (não fosse a minha baseada na vossa!). Ok, o que proponho é o seguinte: e que tal se, para combater o nível de absentismo escolar, diminuíssemos o número de horas lectivas para 48h? Isto quer dizer assim muito sucintamente que passamos a ter 5 dias livres e 2 de escola! Sempre achei que era profundamente injusto o fim de semana ser apenas de dois dias e, seguindo o vosso exemplo, tinha toda a razão! Se dermos seguimento à minha proposta e de modo a não estarmos a comparar os ministros às crianças irei mais longe. Porque não decretar efectivamente e para todos que a carga horária do trabalhador terá de ser idêntica à dos deputado? Não estou de modo algum a dizer que o deputado não é um trabalhador mas agora que penso nisso, nunca nenhum deputado se referiu a si próprio como trabalhador... estranho não é? Eles fazem tanto!
Enfim, aguardo boas novas de vossas excelências! E obrigadinho pela ideia!
CP
Desta vez não podia estar mais de acordo! Para mais proponho o seguinte que confesso ser o meu sonho desde criança e aviso desde já que esta proposta é feita em nome das gerações futuras visto eu não ser (para já) directamente afectado: senhores ministros, membros do governo, senhor presidente, a minha proposta é simples (pode ser inserida no Simplex portanto) e vai ao encontro da vossa proposta (não fosse a minha baseada na vossa!). Ok, o que proponho é o seguinte: e que tal se, para combater o nível de absentismo escolar, diminuíssemos o número de horas lectivas para 48h? Isto quer dizer assim muito sucintamente que passamos a ter 5 dias livres e 2 de escola! Sempre achei que era profundamente injusto o fim de semana ser apenas de dois dias e, seguindo o vosso exemplo, tinha toda a razão! Se dermos seguimento à minha proposta e de modo a não estarmos a comparar os ministros às crianças irei mais longe. Porque não decretar efectivamente e para todos que a carga horária do trabalhador terá de ser idêntica à dos deputado? Não estou de modo algum a dizer que o deputado não é um trabalhador mas agora que penso nisso, nunca nenhum deputado se referiu a si próprio como trabalhador... estranho não é? Eles fazem tanto!
Enfim, aguardo boas novas de vossas excelências! E obrigadinho pela ideia!
Desabafo....mas Portugal é tão lindo!!
As pensões vão passar a ser calculadas tendo em conta a esperança média de vida. Isto quer dizer que quanto maior for a esperança de vida, menor será a pensão visto que, segundo os senhores que se reformam aos 30/40 anos com poucos anos de serviço, se podemos viver mais tempo, podemos trabalhar até mais tarde e por isso podemos descontar mais.
Acho esta medida interessante, seremos o primeiro país no mundo onde as pessoas desejam morrer cedo!
CP
Acho esta medida interessante, seremos o primeiro país no mundo onde as pessoas desejam morrer cedo!
CP
Sim, Senhor, Sô Oficial!!!
Há coisas...
quarta-feira, abril 26, 2006
De boca em boca
Ao fazer este post queria usar gráficos. Gráficos esses que ilustravam a evolução de casos de herpes labial (e não só) na indústria musical - afinal os músicos famosos são conhecidos é pelo deboche não? - com uma subida vertiginosa (suponho eu) a partir da década de 90, com a popularização do rap. Mas não tive pachorra.
Ora todos sabemos que a imagem de marca dos rappers, em relação aos outros géneros de música (até à altura, pelo menos) é o microfone quase completamente enfiado pela boca dentro; microfones rascas certamente, já que não funcionariam a maiores distâncias.
Será que eles gostam de ter na boca objectos duros e compridos, com uma protuberância mais glande, perdão, grande, na extremidade?
É caso para dizer que desde então não é apenas a word que anda de boca em boca.
HS
Ora todos sabemos que a imagem de marca dos rappers, em relação aos outros géneros de música (até à altura, pelo menos) é o microfone quase completamente enfiado pela boca dentro; microfones rascas certamente, já que não funcionariam a maiores distâncias.
Será que eles gostam de ter na boca objectos duros e compridos, com uma protuberância mais glande, perdão, grande, na extremidade?
É caso para dizer que desde então não é apenas a word que anda de boca em boca.
HS
terça-feira, abril 25, 2006
segunda-feira, abril 24, 2006
Aviso

Informam-se que não são bem-vindas a este Blog:
a) Pessoas que não comentam;
b) Pessoas que não lêem o Blog ao fim de semana;
c) Pessoas com toque de telemóvel padrão da TMN;
d) Pessoas que não fazem scroll down para ler posts anteriores eventualmente melhores que o post do dia (vd. alínea a);
e) Pessoas que não sabem o que é scroll down;
f) Pessoas que deixaram de vir ao Blog depois da entrevista (sim, vocês mesmos, não vos queremos cá!);
CP, HS & ML
domingo, abril 23, 2006
A Imortalidade...
"Morre novo e serás recordado novo" - Ditado transmontano.
"O fantástico na televisão é permitir capturar a imagem de um homem e colocá-la acima do tempo. Se ele parte cedo, essa pessoa permanece eternamente jovem numa fotografia sem idade" - Antigo provérbio azteca.
A sociedade ocidental moderna está repleta de ícones que, pelo seu infeliz desaparecimento precoce, logram por esse modo vencer as cruéis agruras do tempo e atingir o que a humanidade tem procurado obter desde os faraós do Egipto até ao tipo careca dos maus do filme Hellboy (estão a ver não estão?): a Imortalidade!
Para sempre jovens, eis algumas imagens carismáticas que permanecerão para sempre no nosso coração como símbolos de jovial frescura e carisma sexual. Este é o tributo dos Carapaus com Chantilly.
"O fantástico na televisão é permitir capturar a imagem de um homem e colocá-la acima do tempo. Se ele parte cedo, essa pessoa permanece eternamente jovem numa fotografia sem idade" - Antigo provérbio azteca.
A sociedade ocidental moderna está repleta de ícones que, pelo seu infeliz desaparecimento precoce, logram por esse modo vencer as cruéis agruras do tempo e atingir o que a humanidade tem procurado obter desde os faraós do Egipto até ao tipo careca dos maus do filme Hellboy (estão a ver não estão?): a Imortalidade!
Para sempre jovens, eis algumas imagens carismáticas que permanecerão para sempre no nosso coração como símbolos de jovial frescura e carisma sexual. Este é o tributo dos Carapaus com Chantilly.







CP, INCS & ML
sábado, abril 22, 2006
Stand-Up (Pt.II)
Cursos
Lembro-me bem do dia em que disse ao meu pai que ia desistir do curso de Economia e que queria passar a frequentar o curso de Filosofia. Oh como o meu pai se riu! Isto até perceber que eu estava a falar a sério.
Mas mesmo assim o meu pai foi bem porreiro... assim que recuperei os sentidos, disseram-me que foi ele que me trouxe ao hospital!
Acho que a minha avó é que ficou muito orgulhosa. Como ela não consegue perceber o que esta coisa da filosofia, pensa que ser filósofo é andar com a Bárbara Guimarães. Bárbara Guimarães que, segundo a minha avó, é uma mulher muito culta - "quase nunca tem o livro de cabeça para baixo!".
CP
Lembro-me bem do dia em que disse ao meu pai que ia desistir do curso de Economia e que queria passar a frequentar o curso de Filosofia. Oh como o meu pai se riu! Isto até perceber que eu estava a falar a sério.
Mas mesmo assim o meu pai foi bem porreiro... assim que recuperei os sentidos, disseram-me que foi ele que me trouxe ao hospital!
Acho que a minha avó é que ficou muito orgulhosa. Como ela não consegue perceber o que esta coisa da filosofia, pensa que ser filósofo é andar com a Bárbara Guimarães. Bárbara Guimarães que, segundo a minha avó, é uma mulher muito culta - "quase nunca tem o livro de cabeça para baixo!".
CP
quarta-feira, abril 19, 2006
terça-feira, abril 18, 2006
PROCURA-SE
DESAPARECEU
Desapareceu, fez este fim de semana 1973 anos, Jesus da Nazaré.
Mais conhecido por Jesus ou apenas JC, envergava na altura do seu desaparecimento uma túnica branca enrolada à cintura, tapando-lhe as vergonhas. Segundo consta, Jesus possui uma arma branca na forma de uma coroa de espinhos aguçados pelo que recomendamos algum cuidado.
Graças a algumas imagens antigas podemos ainda acrescentar que Jesus gosta de conversar com crianças e tem algum prazer em ser o centro das atenções, motivos pelos quais pedimos especial atenção às pessoas que têm acesso a: parques infantis, escolas, parque Eduardo VII, Casa Pia, casamentos, batizados, funerais, festas de faculdade ou fraternidades e outras ocasiões propícias a ajuntamentos populares tais como linchamentos públicos ou concursos de comedores de tartes.
O indivíduo poderá estar um pouco perturbado afirmando ser filho de Deus mas, em caso de contacto directo com Jesus, não faça caso pois, segundo apurámos, é um hábito antigo.
Agradecemos a vossa cooperação. Toda a ajuda é pouca e os familiares de Jesus estão aflitos. Muito obrigado
segunda-feira, abril 17, 2006
domingo, abril 16, 2006
sábado, abril 15, 2006
sexta-feira, abril 14, 2006
Tamanho...
Lembro-me de, há uns meses atrás, ter passado por uma pequena sala de trabalhos de grupo no Departamento de Engenharia Informática, e ter lido um daqueles papéis com frases e dizeres de pessoas importantes e que normalmente se afixam nas paredes dos locais de trabalho para incentivar, motivar e, até certo ponto, servir de inspiração ao trabalho realizado nesses locais.
Não me lembro exactamente do que lá estava escrito e muito menos do seu autor, mas a ideia geral era esta: “Só existem duas maneiras de fazer um trabalho excepcional: uma ideia tão genialmente simples que seja curta demais para se encontrar um erro, ou uma ideia tão complexa que ninguém a consiga compreender para encontrar o erro. Ao contrário do que se possa pensar, a primeira maneira é muito mais difícil”.
Achei que era um pensamento brilhante e que dizia tudo o que havia a dizer, tanto em termos literais (ideias) como em termos figurados (usem a imaginação). Sem dúvida que aquela frase frase tão batida (e resumida) diz tudo o que há para dizer: “O tamanho não importa, é o que se faz com ela que conta”.
Penso que existe um tamanho ideal para tudo, e quando se ultrapassa esse tamanho é à custa de coisas supérfluas que acabam por diminuir, de alguma maneira, a ideia simples/base/original.
Por outro lado, no caso da inspiração faltar, podemos sempre socorrer-nos da célebre “palha” para tentar preencher o lugar vazio deixado pela falta de ideias e conteúdos.
Por outro lado ainda, podemos agora perceber o que se entende com “fazer resumos”... não significa nada mais do que separar a ideia original, simples e nua, da “palha” que foi necessário introduzir para “encher” o artigo. Por isso nunca digam mal dos “resumos”.
Na prática podemos encontrar muitos exemplos do acima exposto. Como seria se os políticos fossem resumidos nas suas intervenções...? Certamente teriam de esclarecer as pessoas das suas verdadeiras intenções, do que realmente iriam fazer em determinadas situações, enfim, seria como se estivessemos a contratar um qualquer serviço acerca do qual nos fizessem um orçamento discriminado e poderíamos optar ou não por aquele fornecedor do serviço... Haveria muitos políticos no desemprego.
Imaginem como se poderia resumir uma qualquer dessas “revistas cor-de-rosa”: Título, quanto pagam pelo papel, resumo antecipado das telenovelas que dão no dia/semana seguinte (bastaria aguardar...), pormenores da vida de pessoas cuja única coisa que sabem fazer é aparecer nas revistas, novos produtos para consumir. Lá encontraríamos uma breve referência a alguém que tenta ajudar uns pobres coitados que vivem longe de tudo e de todos, mas de quem não se volta a ouvir falar nunca mais... (Porque será?).
E claro! Ainda há aqueles que querem fazer valer o todo (tudo o que são) pela parte (parte do corpo, intelecto, dinheiro, posição social), e por isso apregoam o que têm ou dizem ter, mas de uma maneira “floreada”, com “palha”, para tentar fazer valer essa sua “pseudo-mais valia”. Escusado será dizer que basta questionar pertinentemente essas pessoas para desmascará-los.
Por fim, um bom exemplo de excelente resumo/ ideia genial: Quando Einstein foi registar a patente da sua teoria mais célebre, foi-lhe pedido um resumo para o título, ele escreveu apenas: “E=mc2”.
P.S. Vou tentar ser mais breve nos próximos posts...
Não me lembro exactamente do que lá estava escrito e muito menos do seu autor, mas a ideia geral era esta: “Só existem duas maneiras de fazer um trabalho excepcional: uma ideia tão genialmente simples que seja curta demais para se encontrar um erro, ou uma ideia tão complexa que ninguém a consiga compreender para encontrar o erro. Ao contrário do que se possa pensar, a primeira maneira é muito mais difícil”.
Achei que era um pensamento brilhante e que dizia tudo o que havia a dizer, tanto em termos literais (ideias) como em termos figurados (usem a imaginação). Sem dúvida que aquela frase frase tão batida (e resumida) diz tudo o que há para dizer: “O tamanho não importa, é o que se faz com ela que conta”.
Penso que existe um tamanho ideal para tudo, e quando se ultrapassa esse tamanho é à custa de coisas supérfluas que acabam por diminuir, de alguma maneira, a ideia simples/base/original.
Por outro lado, no caso da inspiração faltar, podemos sempre socorrer-nos da célebre “palha” para tentar preencher o lugar vazio deixado pela falta de ideias e conteúdos.
Por outro lado ainda, podemos agora perceber o que se entende com “fazer resumos”... não significa nada mais do que separar a ideia original, simples e nua, da “palha” que foi necessário introduzir para “encher” o artigo. Por isso nunca digam mal dos “resumos”.
Na prática podemos encontrar muitos exemplos do acima exposto. Como seria se os políticos fossem resumidos nas suas intervenções...? Certamente teriam de esclarecer as pessoas das suas verdadeiras intenções, do que realmente iriam fazer em determinadas situações, enfim, seria como se estivessemos a contratar um qualquer serviço acerca do qual nos fizessem um orçamento discriminado e poderíamos optar ou não por aquele fornecedor do serviço... Haveria muitos políticos no desemprego.
Imaginem como se poderia resumir uma qualquer dessas “revistas cor-de-rosa”: Título, quanto pagam pelo papel, resumo antecipado das telenovelas que dão no dia/semana seguinte (bastaria aguardar...), pormenores da vida de pessoas cuja única coisa que sabem fazer é aparecer nas revistas, novos produtos para consumir. Lá encontraríamos uma breve referência a alguém que tenta ajudar uns pobres coitados que vivem longe de tudo e de todos, mas de quem não se volta a ouvir falar nunca mais... (Porque será?).
E claro! Ainda há aqueles que querem fazer valer o todo (tudo o que são) pela parte (parte do corpo, intelecto, dinheiro, posição social), e por isso apregoam o que têm ou dizem ter, mas de uma maneira “floreada”, com “palha”, para tentar fazer valer essa sua “pseudo-mais valia”. Escusado será dizer que basta questionar pertinentemente essas pessoas para desmascará-los.
Por fim, um bom exemplo de excelente resumo/ ideia genial: Quando Einstein foi registar a patente da sua teoria mais célebre, foi-lhe pedido um resumo para o título, ele escreveu apenas: “E=mc2”.
P.S. Vou tentar ser mais breve nos próximos posts...
GD
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