terça-feira, dezembro 19, 2006

Tratado Lógico-Filosófico do Espírito de Natal

Estou a fazer este post depois de ter voltado do Templo. Qual? Ora, qual é o Templo que fica mesmo ao lado da Catedral? O Colombo, obviamente. E estou a fazê-lo mesmo depois de ter voltado com uma enxaqueca demoníaca porque penso que é importante reflectirmos um pouco nessa coisa muito falada que se chama "Espírito de Natal", agora que estamos a uma semana dessa celebração religiosa chamada, bem... Natal.

Penso que há outra razão, além da sua proximidade com a Catedral, para nos referirmos justamente ao Colombo como Templo. Porque é óbvio que reunir tantas pessoas de partidos e clubes diferentes sob um só tecto não é coisa fácil. Normalmente só a Assembleia da República consegue um feito desses, mas mesmo assim sem a harmonia e sintonia que inegavelmente encontramos no Templo. E isto é um reflexo indubitável da espiritualidade cristã que nos insta com avidez religiosa a ir ao Templo perpetuar a tradição bimilenar iniciada quando os Reis Magos ofereceram ao menino Jesus incenso, mirra e a outra coisa que não me recordo agora.

Mas é esta parte que não compreendo e que em termos culturais é muito interessante de analisar. Se bem me recordo, o menino Jesus não ligou puto aos presentes, daí que me questione sobre as bases espirituais que mantêm viva esta tradição. Depois de pouco pensar creio ter encontrado a resposta a esta dúvida existencial. Parece-me claro que séculos e séculos de exegese religiosa serviram para se assumir que o menino Jesus era, bom... um menino, e como tal não tinha ainda cabeça para compreender a magnificiência de uma prenda de Natal, daí que se tenha recuperado tão insigne tradição. Por este motivo julgo ser compreensível que os centros comerciais estejam a abarrotar pelas costuras e com mais pessoas que uma igreja em dia santo e contesto e condeno essa gente desconhecedora do espírito de Natal que invectiva de capitalismo consumista com que esta sagrada tradição tem sido injuriada.

Um Feliz Natal a todos, se não nos virmos antes,

ML

PS: Este post é uma refundição de outro que postei mas voltei a apagar para o dividir em dois. Como me foi informado que alguns de vós viram e comentaram, volto a publicá-lo abaixo deste (quase) na íntegra, lamentando desde já ter apagado os vossos comentários, dos quais não tinha conhecimento. Ok, na verdade foi só um, mas mesmo ainda assim, as minhas desculpas, Daniela Mann (a culpa foi do CP e do HS).

6 comentários:

Carapaus com Chantilly disse...

tenho a acrescentar que EU não acharia piada nenhuma que TODA a gente recebesse prendas no MEU dia de anos - talvez por isso o JC não achasse piada ao dia, nem ao natal, nem aos assustadores gajos com caixas (pedófilia?!).

é apenas uma sugestão!

INCS

Le Rachelet disse...

«incenso, mirra e a outra coisa que não me recordo agora.» - ouro.

Ass. Jesus.

Anónimo disse...

aaah, este é o primeiro natal desde há muito tempo em que não vejo a necessidade/tenho o desejo de receber prendas.
mas, como de costume, as minhas tias dar-me-ão prendas dispensáveis-feias-hediondamente-distantes-dos-meus-gostos. e, como sempre, dá trabalho partir/perdê-las acidentalmente/deixá-las no ecoponto até janeiro.

all i really want for xmas are some wrapped up sony dvd+r boxes... *oh yea*

Anónimo disse...

uhhh, ia-me esquecendo! tenham um óptimo natal/ano novo, carapaus talentosos! \(^o^)/

Anónimo disse...

Feliz na Tal também aos carapaus.
CP, topa só quem produziu este filminho:
http://shrunklink.com?pgw

Daniela Mann disse...

Desejo um Natal espectacular! ;)
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