domingo, maio 08, 2005

Letras Grandes

Passeando pelas ruas de Lisboa, não pude deixar de reparar em mais um cartaz do Sr. Manuel Maria Carrilho (ou o marido da Bábá como é mais conecido por Cascais e Vila do Conde). Venho aqui dar especial destaque ao que está escrito: "Estamos a trabalhar num Projecto para Lisboa". Há algo nesta frase que não faz sentido e não, não é o facto de um político estar a dizer que está a trabalhar pois já Cavaco Silva se tornou célebre nesse tipo de afirmações. Refiro-me ao facto de, no cartaz, se ter escrito projecto com letras maiúsculas. Afinal Carrilho esconde-nos o verdadeiro candidato à câmara de Lisboa, esse tal de Sr. Projecto!
Porque é que os políticos hoje em dia gostam tanto de cair no ridículo de soarem como jogadores da bola sempre que abrem a boca? É que, por favor, "Projecto"? Vá lá! Isso é como dizer, a correr para a casa de banho "Oh António! Espera um bocado que vou so ali trabalhar num Xixizinho e já volto!"
CP

3 comentários:

Toranjinha disse...

Admiro a tua coragem em sequer olhar para o cartaz. Bem, se fosses gaja, compreendias...
Que saiba, só há uma que não compreende, que é a mulher dele.
Mas essa também não compreende lá grande coisa...

Helder disse...

Bom, eu pessoalmente considero que podia ser muito pior. Passo a explicar: em vez de "Projecto" poderia estar escrito "Projeto". Isto não seria inédito, uma vez que directores de Marketing de anteriores campanhas (alguém falou em Pedro Santana Lopes?) , conhecidos por serem brasileiros, tinham o irritante hábito de querer colocar o Acordo Ortográfico em vigor antes de tempo. Pelo menos os chefes de publicidade do senhor Bárbara Guimarães sabem escrever português.
E eu acho que sei a razão: a Bárbara contratou, para a campanha do seu marido, os vencedores do concurso nacional de Língua Portuguesa, que andou a chatear os telespectadores da Sic e Sic Notícias alguns meses atrás.
De facto, há políticos que não perdem uma oportunidade. Que cabrões...

Ginja disse...

Bem, Toranjinha, acho que ela gosta dele precisamente por não compreender lá grande coisa. É o típico amor sartriano por uma inteligência superior. Ou talvez estejas enganad@ e haja outra coisa grande que ela compreenda melhor que ninguém. Afinal, o homem é filósofo, cabeça não lhe falta .